domingo, 21 de Julho de 2019

 
STCP
Passageiros & Mobilidade
19-11-2018
Montijo
Aeroporto complementar será para companhias com hub noutros países
O administrador da ANA – Aeroportos de Portugal, Francisco Pita, recusou a ideia de que o Aeroporto do Montijo é para companhias low cost e disse que iria funcionar para companhias com plataformas de ligação (hub) noutros países.

"O Montijo não será um aeroporto de low cost. O Montijo poderá ser oferta para companhias que têm hubs noutros países e que podem vir buscar a Lisboa para alimentar os hubs, por exemplo, em Madrid e em Londres", explicou Francisco Pita, no decorrer da 3.ª Conferência Internacional ATM, organizada pela Associação Portuguesa dos Controladores de Tráfego Aéreo, dia 16 de novembro, em Lisboa.
A TAP, que se insere neste conjunto de companhias aéreas com hub, vai manter-se no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. “Temos interesse que o hub da TAP se mantenha em Portela”, disse Francisco Pita.

O administrador recordou que no aeroporto de Lisboa se deverá chegar este ano ao recorde de 29 milhões de passageiros. Este recorde está dez milhões de passageiros acima das previsões que existiam há cerca de dez anos.
Mário Neto, diretor de Segurança Estratégia e Qualidade da Navegação Aérea de Portugal – NAV, também marcou presença no evento e, na sua intervenção, lembrou que, em abril de 2020, o número de movimentos por hora pode aumentar dos atuais 40 para 44. Este cenário requer mais espaço aéreo que deverá ser concertado com a Força Aérea nacional. Nesse sentido, Mário Neto explicou que, numa primeira fase, terão de “requer a cedência por parte da Força Aérea em termos de operação em Sintra”.

No caso do Montijo, onde são esperados 72 movimentos por hora, terão de existir cedências por parte dos militares nas operações de Monte Real e Alcochete.
Sobre este tema, o coordenador do Projeto de Expansão Aeroportuária de Lisboa, Duarte Silva, afirmou que já existe “um acordo de princípio com a Força Aérea, no âmbito da gestão do espaço aéreo e necessária reorganização dos meios militares, que está a aguardar o acordo em termos financeiros com a ANA — Aeroportos de Portugal”. “O financiamento necessário [para a reorganização] deve ser assegurado pelo próprio projeto. Não podemos correr o risco de ter a solução toda montada e morrer-se na praia, ao falhar-se no financiamento”, disse.

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por: Sara Pelicano
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