terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

 
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Carga & Mercadorias
29-10-2018
Em Madrid
Wtransnet reúne 800 participantes na 9.º edição do WConnecta
Realizou-se na passada sexta-feira, dia 26 de outubro, a 9.º edição do WConnecta, um dos maiores eventos de networking dirigido aos profissionais do setor do transporte rodoviário de mercadorias, organizado pela bolsa de carga, Wtransnet. A nona edição contou com a presença de 800 participantes, num total de seis mil entrevistas. Segundo a organização, a edição deste ano, em Madrid, contou com cerca de 60% de empresas espanholas. A nível internacional, marcaram presença diversas empresa de países como Itália, Polónia, Portugal, entre outras.

No seguimento das edições anteriores, o WConnecta apresentou um formato de speed networking onde cada participante, ou conjunto de participantes, se entrevista durante cerca de sete minutos com outro(s) profissionais de áreas completares. A nona edição do evento voltou a contar a “Cargo Area”, um espaço onde operadores logísticos agendam reuniões privadas com profissionais de transporte de mercadorias interessados em realizar possíveis parcerias.



Recentemente, o Alpega Group adquiriu 100% das obrigações da espanhola Wtransnet, ampliando assim a sua rede de bolsas de carga, ao qual se juntam a Teleroute, a Bursa Transport e a 123Cargo. Através das 11.500 empresas associadas à Wtransnet, o grupo belga aumenta significativamente a sua rede para 70 mil associados em toda a Europa, com o objetivo de acelerar uma nova geração de bolsas de carga. A Alpega está atualmente presente em 80 países em todo o mundo e conta com mais de 200 mil usuários.

Numa sessão de esclarecimento conjunta, as direções da Wtransnet e do Alpega Group prestaram declarações à comunicação social no WConnecta 2018. Jaume Esteve, CEO da Wtransnet, referiu que a aquisição foi «um processo rápido» que durou entre maio e agosto deste ano. Segundo o responsável, esta integração tem um único objetivo: «crescer». Em Espanha, a estratégia da Wtransnet é «continuar a reforçar a sua posição através do trabalho com os clientes», ao passo que, através da integração no Alpega Group, o objetivo passa agora igualmente por «cobrir toda a Europa».

Jaume Esteve fez ainda um balanço dos últimos 22 anos de atividade: «Desfrutámos muitos todos estes anos. No início, ninguém dava nada por nós, mas sempre acreditámos no sucesso, e para isso, tivemos de entender o transporte. O início foi duro, mas conseguimos construir um projeto forte a nível ibérico e europeu».



Fabrice Maquignon, CEO do Alpega Group, esclareceu que «a Alpega não é só transporte: é também tecnologia, software, soluções de partilha de informação e colaboração». Para o líder do grupo belga de bolsas de carga, «a visão da Wtransnet entra na visão do Group Alpega», e o objetivo é o de «realizar uma comunidade única a nível europeu». Fabrice Maquignon referiu que «o mercado entendeu a nossa ideia», afirmando que «a Alpega quer continuar com o bom trabalho desenvolvido pela Wtransnet». E assume: «será um desafio integrar a Wtransnet num projeto ainda maior».

O CEO da Wtransnet foi um dos mais intervenientes na conferência de imprensa. Segundo o responsável, «a Wtransnet leva muito a sério a colaboração entre os clientes e entre os clientes e a empresa. Desde o início que não queríamos ser a bolsa de carga maior, mas a mais segura. Agora, com a integração no Alpega Group, queremos igualmente ser a maior», reiterou Jaume Esteve.

Segundo os responsáveis, as equipas de gestão de ambas as empresas não sofrerão alterações com a recente aquisição da Wtransnet por parte do Alpega Group.

TDN e ABC Cargo presentes em Madrid
A TDN – Transportes David Neto e a ABC Cargo Transitários foram duas das empresas portuguesas presentes na nona edição do WConnecta 2018. David Amaral, diretor-geral da TDN, referiu que «estamos presentes neste evento há oito anos consecutivos». Para o responsável, «o que nos leva a estar presentes todos os anos é manter os contactos que inicialmente foram efetuados e desenvolver potenciais novos contactos que venham a surgir».



David Amaral confidenciou que as entrevistas na “Cargo Area” «permitem-nos, de uma forma mais específica, menos abrangente e mais calma, apontar novos parceiros e novas linhas que nos permitam satisfazer as necessidades dos nossos clientes, seja em Portugal ou no estrangeiro». Para o certame, a TDN agendou «12 entrevistas» e solicitou «oito, maioritariamente a transitários e transportadores de pequena dimensão», afiançou o diretor-geral da empresa.

Confrontado sobre as vantagens de um certame como o WConnecta para a sua empresa, David Amaral referiu que «desde que o trabalho de casa, e o trabalho pós-feira seja bem feito, dá sempre frutos. É lógico que de uma panóplia de 50 contactos que levamos daqui, eventualmente haverá dois ou três que dão realmente frutos e com quem no futuro venhamos a desenvolver uma boa parceria. Mas ficam sempre os contactos... hoje um cliente não tem carga para a Turquia, amanhã já tem... (risos)».



Já sobre a aquisição da Wtransnet pelo Alpega Group, David Amaral diz estar tudo ainda «muito verde, muito recente. Não sabemos que repercussões é que poderá ter... o projeto ainda é muito embrionário, já está concluído, mas não sabemos que derivações é que isto poderá ter».

Questionado sobre as diferenças entre as diversas bolsas de carga, o diretor-geral da TDN esclareceu que «há uma diferença entre as diversas bolsas que é logo evidente. Primeiro, o número de carros disponíveis numa bolsa de carga como a Wtransnet é completamente diferente daquele que existe na Teleroute, isto é, existe muito mais variedade e disponibilidade. A Wtransnet, ao longo dos anos, tem vindo a alargar o seu raio de ação, nomeadamente em Espanha, França, Alemanha, Itália, Polónia... Se me perguntarem com que bolsa de carga prefiro trabalhar, honestamente, e se analisarmos pela vertente de número de contactos e disponibilidade, é a Wtransnet. Contudo, se falarmos na relação da carga/preço, a Teleroute tem uma vantagem grande sobre a Wtransnet, pois os valores pedidos pelas cargas na Teleroute, têm um valor bastante acima daquilo que normalmente aparece na Wtransnet».

A Transportes em Revista falou ainda com Nelson Mendes, diretor-geral da ABC Cargo Transitários, sobre a presença no certame de Madrid. «Este é o terceiro ano consecutivo em que participamos. O que nos leva a estar presentes é o intercambiar de ideias com parceiros com quem não estamos presentes ao longo do ano ou que ainda não conhecemos. O fortalecimento de negócios é outro aspeto importante», mencionou o responsável.

Nelson Mendes destacou ainda a importância de «conhecer pessoas pessoalmente» e «perceber com quem estamos a trabalhar do outro lado». Para a edição de 2018, a ABC Cargo Transitários agendou «36 entrevistas (risos)», além disso, avançou o diretor-geral, «já fizemos outras que não estavam planeadas de pessoas que iam passando por aqui e nos abordavam. Estamos cá é para isso! Quando vimos para este tipo de certame já sabemos que nem todas as entrevistas se concretizam... mas contamos sempre com uma média de 70% a 80% de concretização».



A presença na Wtransnet deve-se sobretudo à «confiança ao nível de verificação e análise das empresas que entram para a bolsa». Porém, confessa, «estamos igualmente presentes noutra bolsa de carga (Teleroute), pois há certos mercados que a Wtransnet ainda não cobre, nomeadamente cargas inter-europeias, por exemplo».

Em relação à edição de 2018 do certame, o diretor-geral da ABC Cargo admite existir «uma melhoria em relação ao ano passado, ao nível de quantidade de pessoas, como também estas apresentam uma carga mais profissional, com as agendas mais estudadas». Já sobre o sucesso do evento, o mesmo estima que se concretizem, «a curto prazo, 30% a 40%» dos negócios, «o que é bastante».

A ABC Cargo opera atualmente em toda a Europa, «com foco no países do Benelux, França, e parte da Alemanha. A nível de grupagem é praticamente diário o trabalhos nestes mercados», afiança Nelson Mendes. Além disso, o responsável adiantou que a empresa opera com «frota subcontratada, pois somos uma empresa transitária, no entanto temos cerca de 15 a 20 camiões geridos por nós durante todo o ano».

por: Pedro Venâncio
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