domingo, 18 de Novembro de 2018

 
RL 468x60
Carga & Mercadorias
29-10-2018
Pedro Viegas Galvão, presidente do CPC
«Situação nos portos de Lisboa e de Setúbal será difícil de recuperar»
O CPC – Conselho Português de Carregadores organizou durante o mês de outubro um curso de “Afretamento Marítimo”. No rescaldo da formação, Pedro Viegas Galvão, presidente do CPC, confessou que «o balanço foi bastante positivo, e acabamos o curso mais uma vez com o sentimento de missão cumprida».

Segundo o responsável «o objetivo do curso foi dar formação e passar conhecimento para pessoas que já têm os princípios básicos do shipping, ao mesmo tempo que tentamos abranger, não só carregadores, como armadores, firmas de advogados, agentes de navegação. No fundo, tentamos ser um curso aberto a diversas entidades».

Pedro Galvão explicou que «a partilha de experiências entre os vários setores é outro aspeto que nos agrada bastante. Em termos de níveis de formadores, tentamos que seja o mais alto possível, isto é, tentamos sempre ter, ou os bons que temos cá em casa, ou outros profissionais reconhecidos fora de Portugal».

Em relação ao número de formandos, o presidente do CPC afiançou que, em média, o CPC forma 20 pessoas por edição. «Ao todo, e durante sete edições, já formámos cerca de 140 pessoas. Há profissionais atualmente no ativo que entraram jovens neste curso de formação, por isso é gratificante saber que contribuímos para a sua formação. É este o objetivo, transmitir conhecimento para as gerações futuras», confessou.

Além do curso de afretamento marítimo, Pedro Galvão disse que «temos tido outras iniciativas, uma delas com grande sucesso na área da regulação, um tema particularmente importante na altura, em 2012». Para o mesmo, o importante é «estamos atentos a estas necessidades. Os cursos que o CPC faz têm o objetivo de dar ao mercado e aos nossos colaboradores aquilo que sentimos que faz falta. Sempre que for detetada uma necessidade em certa área, é essa que vamos visar».

Confrontado com a atual situação do setor, Pedro Galvão confessa que os carregadores estão a olhar «com preocupação» para todo o panorama nacional. «O que se está passar, em especial nos portos de Lisboa e de Setúbal, são danos que infelizmente vão demorar muito anos a recuperar, com efeitos para toda a comunidade portuária, e isso é gravíssimo».

Perante uma situação que já se arranja há vários meses, o presidente do CPC refere que os exportadores perdem tempo «em arranjar desculpas, a tentar desculpar-se por ineficiências, atrasos de contentores, desvios de linhas...». Todavia, afirma que «estamos com alguma confiança que esta situação vai acabar um dia e que esta fase será ultrapassada... vamos aguardar com fé e confiança», reitera.
por: Pedro Venâncio
520 pessoas leram este artigo
105 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 





Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Transportes em revista

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA