terça-feira, 16 de Outubro de 2018

 
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Carga & Mercadorias
10-10-2018
Na zona de Entrecampos
CML vai criar “hub” logístico em parque de estacionamento
A Câmara Municipal vai criar um “hub” logístico no centro da cidade de Lisboa, que ficará localizado no piso -1 de um parque de estacionamento a ser construído nos antigos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos. Em declarações à Transportes em Revista, Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da CML referiu que «a logística urbana explica metade do congestionamento que existe nas cidades, portanto era altura de avançar com medidas nesta área». Segundo o vereador, «há duas zonas críticas que foram identificadas para a instalação de um “hub” logístico em Lisboa: a Baixa e as Avenidas Novas» adiantando que «tínhamos uma oportunidade única na zona de Entrecampos. Temos quatro parcelas de terrenos que vão agora a hasta pública e existe uma quinta parcela que está destinada à criação de um parque de estacionamento que servirá todo o empreendimento. Vamos lançar um concurso para a construção desse parque e entendemos criar no piso -1 uma solução que nunca tinha sido tentada, que era um hub logístico na cidade de Lisboa».
Miguel Gaspar adiantou que a autarquia já está a trabalhar no projeto em conjunto com uma empresa especializada em logística urbana, nomeadamente no que diz respeito ao “layout” do hub: «será um local que terá de ter um “pé-direito” mais alto, tem de estar preparado para receber veículos de maior dimensão e a nossa expetativa é termos ali um ponto onde os operadores logísticos possam desconsolidar as cargas e fazer com que o “last mile” seja realizado através de veículos mais ligeiros, como por exemplo bicicletas elétricas de carga». Em relação ao modelo de negócio do “hub” logístico, Miguel Gaspar disse que é uma matéria que ainda «está em aberto» salientando que «provavelmente vamos separar a gestão do parque de estacionamento da gestão do “hub”. Este é um modelo que se quer cooperativo. A ideia atual, que pode vir a mudar, é separar essa gestão e fazer contratos de curta duração, eventualmente até para zonas específicas do “hub”, para conferir maior flexibilidade e ver como é que o modelo funciona. Mas temos vindo a falar com diversos operadores logísticos, que vêm esta solução com grande entusiasmo».
Miguel Gaspar adiantou que a estratégia da CML para a questão da logística urbana não ficará por aqui, estando ainda em aberto outras possibilidades: «Existem muitas garagens fechadas e emparedadas na cidade de Lisboa, nomeadamente em bairros municipais, que podem ser interessantes para instalar pequenos “hubs” e frotas elétricas, que podem levar desenvolvimento a esses bairros».

Projeto #2filanaoeopcao já está a dar resultados

Recentemente, o município lisboeta avançou com a campanha e o projeto #2filanaoeopcao, que pretende combater o estacionamento em segunda fila. Foi lançado um site onde é possível visualizar os quase 1500 lugares para carga e descargas em Lisboa e onde os profissionais poderão indicar novas necessidades ou sugerir alterações de localização, que serão posteriormente analisados pela autarquia. Miguel Gaspar disse que «com este projeto já conseguimos, numa primeira fase, reduzir as segundas filas nos eixos principais da cidade e permitir que os locais para cargas e descargas estejam mais disponíveis». Entretanto, anunciou que a EMEL tem em orçamento a sensorização dos lugares para se saber em tempo real se os lugares para cargas e descargas estão disponíveis ou não.
Mas o vereador avança que a autarquia precisa de «ir mais longe com os transportadores, nomeadamente os que operam no canal Horeca (n.r - hotéis, restaurantes e cafés) e que têm um grande impacto na cidade. Temos de mudar os processos e os abastecimentos/ têm de ser feitos mais cedo. A solução não pode ser imposta mas trabalhada entre todos, no entanto a cidade tem uma posição firme em não aceitar segundas filas».
Miguel Gaspar afirmou que a autarquia tem vindo a aumentar a sua rede de estacionamento para cargas e descargas e que recentemente criou 21 novos lugares, que durante o dia são utilizados para estacionamento de carsharing e durante a noite para cargas e descargas. «Deste modo conseguimos rentabilizar o espaço público. Mas vão existir locais específicos para a logística urbana que estarão disponíveis 24 horas», disse.
por: Pedro Pereira
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