domingo, 18 de Novembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
03-10-2018
Pedro Pinto - mytáxi
«Concorrência é uma mais-valia para evolução do setor do táxi»
Ainda no rescaldo da promulgação da lei sobre as plataformas TVDE, a Transportes em Revista entrevistou Pedro Pinto, diretor-geral da mytaxi Portugal, sobre os projetos, as parcerias, os desafios e os entraves à operação em Lisboa e no Porto Para o responsável, a mytaxi é uma adição ao setor do táxi e alerta que a concorrência é uma mais-valia para o setor. Segundo o responsável, «quando nós entrámos no mercado deparámo-nos com uma realidade, e três anos depois, a realidade inverteu-se. No entanto, ainda existe esse estigma do setor do táxi. Com o devido respeito às associações e entidades que representam o setor há várias décadas: os industriais e os motoristas não se sentem hoje representados por essas mesmas associações e não se reveem nos modelos de negócio». Pedro Pinto salienta que «esta modernização/digitalização de que tanto se fala no setor do táxi não é assim tão complexa. Já fomos acusados de “n” situações e teorias de conspiração, mas em nossa defesa, temos o negócio montado, os motoristas e os empresários do setor, como intervenientes e homens de negócio, deviam estar a par disso, e as associações, enquanto representantes, ainda mais. Passados três anos, aquilo que vejo é uma evolução do próprio setor. E engane-se quem achar que o motorista de táxi é aquela figura estereotipada: indivíduo sem formação, que não sabe o que reivindicar. Cada vez mais temos motoristas bem formados, avançados tecnologicamente, com vontade de fazer mais».
Ao contrário do da opinião geral, a mytaxi vê a concorrência para «o desenvolvimento e qualidade do negócio e para a evolução do próprio setor. O que sempre advogámos aquando da discussão sobre as plataformas TVDE foi que elas deveriam existir, ainda que não achássemos correto estarem a operar num vazio legal. As plataformas devem trabalhar segundo um enquadramento legal, e não sendo plataformas iguais, estão no mesmo ramo de serviço, e portanto é necessária alguma equidade». Pedro Pinto refere que existe ainda uma grande discrepância entre aquilo que é o setor “tradicional” do táxi e as novas plataformas TVDE: «As plataformas TVDE vão poder operar, e já o fazem, sem limite geográfico. Os táxis não podem fazer isso. Em relação aos preçários: se por um lado se critica as tarifas dinâmicas praticadas pelas plataformas TVDE, o setor do táxi tem uma tabela de preços muito bem definida, mas que não é de todo transparente para o utente. O cliente é ditador, quer uma coisa que lhe convém e que seja economicamente viável. Nós, mytaxi, trabalhando unicamente com o setor do táxi, mas não podemos mexer nos preços. Além disso, existem muitas centrais que não estão abertas e previnem os motoristas de aderirem a outras plataformas (como a mytaxi) como forma de potenciarem os seus rendimentos. Nós defendemos que os profissionais devem trabalhar livremente e escolher com quem e como querem trabalhar».
por: Pedro Pereira
Tags: mytaxi   Pedro Pinto   táxi   TVDE  
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