quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

 
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Carga & Mercadorias
31-08-2018
Janeiro a junho
Portos do continente movimentaram 46,4 milhões de toneladas
O Sistema Portuário do Continente movimentou, entre janeiro e junho de 2018, 46,4 milhões de toneladas, um valor inferior em 4,8% relativamente ao período homólogo de 2017. De acordo com relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), esta quebra deve-se a uma diminuição no volume movimentado pelo porto de Sines, que registou movimentou menos 9,9% de carga (2,6 milhões de toneladas), pelo porto de Setúbal (-3,1%) e Viana do Castelo (-6,2%). Leixões, Aveiro, Figueira da Foz e Lisboa registaram valores positivos de mais 1,3%, 2,1%, 5,7% e 1,1%, respetivamente. “De salientar que, face aos meses de maio e abril, junho regista uma ligeira melhoria”, refere em comunicado a AMT. 

Neste semestre, os portos de Leixões, Aveiro e Figueira da Foz registaram a melhor marca de sempre face aos períodos homólogos anteriores, ao atingirem, respetivamente, quase 9,8; 2,7 e 1,1 milhões de toneladas.

O comportamento global atual dos portos do Continente continua a ser fortemente afetado pelo crescimento da carga contentorizada verificada em Sines, que registou em junho de 2018 –11,1%, cerca de 1,3 milhões de toneladas, motivada pela quebra de 14,6% volume de TEU em transhipment, representando 79,2% do volume total no porto e 44,8% do total do continente. Esta quebra foi acompanhada com variações negativas significativas no mercado do carvão (menos 22,1%, correspondente a menos 615 mil toneladas) e no dos produtos petrolíferos (menos 8,6%, que representam menos 541 mil toneladas).

Relativamente ao segmento de TEU, o volume movimentado em Sines no tráfego de hinterland registou um crescimento homólogo de 7,1%.
O relatório da AMT esclarece que Sines representa mais de metade do mercado portuário, com uma quota absoluta de 50,2%, contudo é um decréscimo de 2,8 pontos percentuais face ao que detinha no período homólogo de 2017. Na segunda posição encontra-se o porto de Leixões, com uma quota de 21,1%, seguido de Lisboa, com 12,8%, Setúbal, com 7,4%, e Aveiro, com 5,7%.

O movimento global de contentores registou uma quebra de menos 6,6% em número de unidades e menos 6,9% em TEU, ficando um pouco abaixo dos 1,5 milhões. O porto de Leixões foi o único que mostrou uma evolução positiva, crescendo 1,3%. Sines, Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz registaram quebras de, respetivamente, 10,8%, 3,1%, 3,6% e 13,1%.
Nos portos comerciais registou-se um total de 5.410 escalas de navios de diversas tipologias entre janeiro e junho de 2018, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 100 milhões (ambos os valores inferiores em 1,5% aos observados no período homólogo de 2017).

A carga embarcada, que inclui a carga de exportação, atingiu, no primeiro semestre do ano, um volume de 19 milhões de toneladas, registando uma quebra de 6% relativamente ao verificado no período homólogo de 2017.

O volume de carga desembarcada, na qual as importações representam em regra mais de 90%, atingiu 27,4 milhões de toneladas, menos 3,9% face ao primeiro semestre de 2017, tendo os mercados de outros granéis sólidos, produtos agrícolas e carga ro-ro registado variações positivas globais com valores de, respetivamente, 13,5% (correspondente a cerca de mais 248 mil toneladas), mais 8,8% (202 mil toneladas) e mais 3,3%.
por: Sara Pelicano
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