segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

 
Passageiros & Mobilidade
20-08-2018
Afirma Carlos Nogueira
“Milagres ainda não sabemos fazer na CP, impossíveis vamos fazendo”
A EMEF — Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário vai criar unidades autónomas com a Medway e a Metro do Porto, anunciou hoje Carlos Nogueira, presidente da CP – Comboios de Portugal. O modelo de ACES – Agrupamentos Complementares de Empresas, aprovado pelo Governo, visa “salvaguardar os clientes da EMEF, manter postos de trabalho e manter a sustentabilidade da empresa”, disse o líder da CP.

Além disso, o mesmo garantiu não haver postos de trabalho em risco. “Há uma atitude responsável, assente num racional de gestão bem pensado, bem refletido e que terá efeitos muito positivos a todos os níveis”, afirmou Carlos Nogueira, após visita às oficinas da EMEF.

Sobre as novas 102 contratações para a EMEF, o presidente da CP acredita serem um “efetivo incremento à capacidade de reparação, que tem de ser tempestiva para que os comboios possam circular”. Ao mesmo tempo, acrescenta que este é um processo moroso, sendo necessário “recrutar, selecionar, admitir e formar on job”, uma vez que Portugal não dispõe de profissionais qualificados e muitos profissionais internos se encontram de saída, ao abrigo de carreiras contributivas.

Carlos Nogueira remeteu para o acionista (Estado) a resolução destes problemas: “é quem manda nas empresas e as administrações seguem orientações estratégicas”. Segundo o responsável, “até agora não têm faltado meios nem financeiros, nem humanos”, cabendo à CP “assegurar a mobilidade dos passageiros em condições de segurança, que é um ativo fundamental deste negócio”.

Sobre o horários e supressões, Carlos Nogueira sublinha ser “inevitável (...) quando não se tem material circulante”. E rematou: “a manta é curta e milagres ainda não sabemos fazer na CP. Impossíveis vamos fazendo”.

3,5M€ para o aluguer de mais comboios a Espanha
A CP poderá vir a gastar mais 3,5 milhões de euros pelos novos alugueres de seis a dez comboios à operadora espanhola Renfe. Carlos Nogueira recordou que a CP paga atualmente sete milhões de euros por ano à Renfe por 20 unidades, alugadas a 350 mil euros cada. Mantendo-se estes valores, as dez novas composições totalizam 3,5 milhões de euros.

O presidente da CP referiu ainda que “daqui a três ou mais anos, temos comboios”, pelo que até lá, “importa reforçar o aluguer, que tem de ser com Espanha, que tem bitola ibérica”. “Temos material diesel, temos composições a fazer serviço com 62 anos e temos o nosso diesel restante com 50 e poucos anos. É muito tempo e exige uma manutenção permanente e contínua”, esclareceu Carlos Nogueira, elucidando que os “problemas não são de hoje”.
por: Pedro Venâncio
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