quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

 
Carga & Mercadorias
06-08-2018
Defende ACP
Porto de Leixões não pode ser uma sucursal do Ministério do Mar
A discussão entre a Associação Comercial do Porto (ACP) e Governo sobre o Porto de Leixões está longe de terminar. Perante novos comunicados enviados pelo Ministério do Mar e pela administração da APDL na passada sexta-feira, a ACP defende que “o Porto de Leixões não pode ser uma sucursal do Ministério do Mar”.

Segundo a associação, “os comentários feitos pelo Ministério do Mar e pela APDL causam uma grande estranheza à Associação Comercial do Porto”, uma vez que “a acusação de ‘falta de iniciativa no sentido de manifestar alguma preocupação sobre estas matérias’ (citação do Ministério do Mar) é gratuita e sem qualquer fundamento, face à realização do estudo Terminais Portuários e Infraestruturas Logísticas em Portugal".

A Associação Comercial do Porto refere que este estudo foi “enviado ao Ministério do Mar a 29 de junho de 2016, sendo solicitada uma audiência com a ministra para apresentação do mesmo”, todavia, “após diversos contactos, até à data de hoje, nem o estudo nem o pedido de audiência mereceram qualquer resposta ou comentário”.

O Plano Estratégico do Porto de Leixões foi discutido pelas entidades do porto, incluindo a Associação Comercial do Porto, através da Comunidade Portuária, mas o documento “nunca foi tornado público, nem pela anterior administração, que o promoveu, em 2016, nem pela atual”. Esta “atitude de secretismo”, diz a ACP, “representa um retrocesso face ao Plano Estratégico anterior, relativo ao período 2004/2015, que foi amplamente discutido e acompanhado por todas as partes interessadas na sua execução”. Também com a atual administração já foi solicitada a divulgação do Plano Estratégico, “o que nunca se verificou”. Segundo a ACP, “continua na gaveta do Ministério do Mar”, sendo “um dos segredos mais bem guardados”.

Mais indica a associação que os timings apresentados no comunicado do Ministério do Mar “aprofundam a preocupação da ACP, atendendo a que neste momento o Porto de Leixões se encontra em rutura eminente, prejudicando este que é um dos melhores portos médios da Europa e um motor económico da região”.

A Associação Comercial do Porto alega que “o Novo Terminal de Contentores a -14m foi abordado já no Plano 2004/2015, pelo que qualquer redução de calendário agora não será uma virtude, mas um desespero face à necessidade urgente de operar navios que necessitem de fundos a -14m”. Além disso, alerta que nos últimos três anos, o Porto de Leixões perdeu três linhas de navegação e não conseguiu vencer outras duas, pela falta deste cais terminal de contentores com -14m.

O calendário apresentado no comunicado do Ministério do Mar é, segundo a ACP, “completamente irrealista, dadas as intervenções necessárias na infraestrutura portuária e os constrangimentos que, ao contrário do que refere a administração da APDL, provocarão impactos no porto de pesca, dadas as necessidades não só de instalação do terminal como do parqueamento dos contentores”.

A Associação Comercial do Porto demonstra ainda preocupação com a “crescente interferência do governo nas atividades da APDL, com graves consequências para a atividade económica que o porto de Leixões suporta”.
por: Pedro Venâncio
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Comentários
06-08-2018 16:28:05 por josé martins
Nós sabemos que a Paula Vitorino apesar de ser do Norte Alentejano, ama o Porto.Nós sabemos até que, por causa do amor que tem ao Porto, teve aquele gesto magnânimo de se candidatar nas listas do PS do Porto a um lugar de deputada na Assembleia da República para melhor poder defender os interesses do Porto.O grande problema é que Técnicos, Gestores e Eleitos Locais do Porto e da Região Norte, com responsabilidades na área dos Transportes, se deixam comprar pelos governos da oligarquia lisboeta a troco de um prato de lentilhas.Há 30 anos que se sabe que o Porto de Leixões corre o risco de desaparecer de um dia para o outro.Os portacontentores são cada vez mais exigentes na profundidade dos canais de acesso marítimo e das bacias de manobra e acesso aos cais de acostagem.Os fundos daquelas infraestruturas, no Porto de Leixões, estão limitados aos 12 metros de profundidade.Hoje já não há um único armador que encomende um porta contentores, para médio curso, que não exija fundos superiores a 14 metros.Ou seja : qualquer dia não há navios porta contentores de médio curso que possam entrar em Leixões.Leixões ficará reduzido ao shortseashipping, com custos muito acrescidos no transporte de contentores, deixando de ter qualquer relevância no mercado do transporte marítimo e retirando competitividade às indústrias e às exportações das Regiões Norte e Centro.Provàvelmente Lisboa, a mexer os cordelinhos para um novo Terminal no Barreiro que exigirá dragagens permanentes a serem pagas, a peso de ouro, pelos contribuintes e sabese lá com que outros desígnios, já há muitos anos, está a apostar na perda de competitividade de Leixões, a favor de Vigo, que tem um Terminal com fundos a 16 metros.ACHAM QUE ESTAMOS A EXGERAR Então esperem para ver.Os armadores podem mudarse para lá de um dia para o outro.O que se estranha é a apatia dos empresários de transportes, dos industriais, dos armadores, dos carregadores, dos responsáveis autárquicos, de todos os agentes económicos da Região Norte e Centro, que não mexem uma palha contra a estratégia de Lisboa, quando, como têm obrigação de saber, o Porto é um NÓ PRINCIPAL DA REDE TRANSEUROPEIA de TRANSPORTES e é o único NÓ PRINCIPAL em todo o NOROESTE PENINSULAR.Daí decorre que o Porto de Leixões é o único porto da Rede Principal Portuária Transeuropeia em todo o Noroeste Peninsular Tal como o aeroporto Sá Carneiro no que respeita à rede de Aeroportos.Por essa razão e porque se situa numa Região com direito a Fundos Estruturais, quer FEDER quer Fundo de Coesão, tem direito a financiamento comunitário para a modernização das infraestruturas portuárias a uma taxa de comparticipação que pode ir até aos 85 do investimento.O mesmo para a ferrovia designadamente no eixo PortoAveiroSalamancaIrunParis.PERCEBERAM BEM QUEREM UM DESENHONão se compreende a razão porque os Agentes Económicos da Região Norte e Centro ainda não organizaram um Seminário com técnicos da Comissão Europeia e com os Agentes Económicos de Espanha e França interessados no desenvolvimento do corredor de transportes RodoFerroviário da REDE PRINCIPAL das TRANSEROPEIAS PORTOAVEIROSALAMANCAVALADOLIDBURGOSVITÓRIABAYONNEBORDEUSPOITIERSTOURSPARIS.O chamado CORREDOR ATLÃNTICO TRANSEUROPEU.Os Agentes económicos do Porto, da Região Norte e da Região Centro estão à espera de quê para criar o Comité do Corredor Atlântico Transeuropeu integrando todos os Agentes, desde o Porto até Paris, interessados no desenvolvimento desde corredorSe estão à espera de LISBOA podem esperar sentados porque nem direito terão à notícia de que o PORTO é um NÓ da Rede Principal Transeuropeia de Transportes desde há mais de 7 anos.LIsboa e Madrid estão mais interessadas no Corredor Mediterrânico e, como capitais centralistas que são, não querem concorrência e não têm qualquer pejo em sacrificar os repectivos interesses nacionais em benefício próprio.ACHAM QUE ESTAMOS A EXAGERAR ESPEREM PARA VER. SÓ QUE DEPOIS JÁ SERÁ TARDE.
  
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