domingo, 18 de Novembro de 2018

 
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Carga & Mercadorias
31-07-2018
Greve dos estivadores
Agentes de Navegação revelam descontentamento
Os funcionários portuários associados ao Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) decretaram greve ao trabalho suplementar agendado para os dias entre 13 de agosto e 10 de setembro. No seguimento deste anúncio, a Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR) emitiu um comunicado no qual revela o descontentamento por esta situação.
“Lisboa perdeu 31,2% de escalas nos últimos dez anos, perdeu 37,1% nos últimos 15 anos. No panorama nacional é o porto em declínio como o demonstra o gráfico abaixo. E o que tem feito o SEAL para defender o trabalho dos seus membros? Decreta greves!”, lê-se em comunicado da AGEPOR.
A associação escreve ainda que “como referimos recentemente foram 120 pré-avisos nos mesmos dez anos. Devemos por isso concluir pelo sucesso do SEAL na defesa dos interesses dos seus associados”.
A AGEPOR questiona ainda: “Será que a política do passado do SEAL vai trazer alguma inovação que não seja o declínio do futuro?” e responde que “até agora não parece”.
Os estivadores estiveram em greve no passado dia 27 de julho, durante 24 horas, e emitiram comunicado dia 30 de julho revelando que a paralisação nacional teve “impacto significativo em oito dos mais movimentados portos nacionais, como são os portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória”.
O comunicado esclarece ainda que “com uma adesão de 100% por parte dos nossos associados, a greve de 27 de julho teve um efeito sobre a movimentação de cargas proporcional aos índices de sindicalização no SEAL dos estivadores dos diferentes portos nacionais e foi um sinal claro de que os estivadores associados no SEAL são uma peça fundamental para o funcionamento global dos portos nacionais”.
De acordo com informação do SEAL, “as operações portuárias pararam a 100% na Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal e Praia da Vitória” e “no Porto de Leixões, os efeitos da greve foram significativos, com os ritmos de trabalho muito mais lentos do que o habitual”. Durante o dia de greve ficou, então, decidido “declarar, entre 13 de agosto e 10 de setembro, quatro semanas consecutivas de greve ao trabalho suplementar, pelo que os associados do SEAL irão apenas estar disponíveis durante o seu turno normal de trabalho”.
por: Sara Pelicano
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