terça-feira, 23 de Outubro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
18-07-2018
Conclui Associação Comercial do Porto
«País só tem a ganhar se as pessoas andarem nas autoestradas»
A Associação Comercial do Porto realizou recentemente um estudo sobre a Rede Rodoviária Nacional. Entre as conclusões, o estudo aponta que a extensa rede rodoviária não tem de ser um problema se se abandonar uma lógica de taxação para o financiamento e passar-se para uma lógica de taxação pela utilização.

À Transportes em Revista, Carlos Oliveira Cruz, docente no Instituto Superior Técnico e coordenador técnico e científico deste estudo, e Álvaro Costa, vice-presidente da ACP, explicaram que portajar de forma dinâmica e a recolocar pórticos em zonas estrategicamente localizadas são algumas das recomendações do estudo “Gestão da Rede Rodoviária Nacional — Financiamento, Tarifação, Eficiência e Equidade”. Além disso, o estudo sublinha a importância das infraestruturas rodoviárias nacionais como ferramentas de desenvolvimento mas incapazes de atuar sozinhas.

«Essas recomendações dizem respeito à irracionalidade de utilização que o preço criou, e que faz com que as pessoas do interior tenham uma mobilidade cara, usem ou não usem as SCUTS», afiançou Álvaro Costa. O vice-presidente da ACP vai mais longe e garante que, «o que nós concluímos, é que o país fica a ganhar se as pessoas andarem nas autoestradas e não em estradas secundárias». Em sentido inverso, «nas zonas sobreutilizadas é o inverso – as situações anómalas estragam a mobilidade».

Carlos Oliveira Cruz notou para «os escassos recursos financeiros» do nosso país, ao mesmo tempo que avisou que «não podemos cometer os erros do passado e investir numa rede de autoestradas que depois se tem dificuldade em potenciar». O estudo da ACP aponta ainda para uma estratégia reforçada do transporte público e gestão económica da rede rodoviária. Sobre este assunto, Carlos Oliveira e Costa referiu que «estamos a evoluir num sentido positivo», pois «houve no setor dos transportes uma descentralização das competências da gestão dos transportes para as áreas metropolitanas, para as CIM’s e para as autarquias». Ainda assim, e «no caso das autoestradas, em que o Estado é concedente e a IP subconcedente, é difícil haver descentralização do sistema e uma política integrada entre as estradas e a rede de transportes públicos», explicou o docente o IST.

O país tem concessionadas todas as infraestruturas rodoviárias. Confrontado com as oportunidades para uma gestão mais assertiva da rede rodoviária nacional, Carlos Oliveira e Costa reiterou que a oportunidade decorre do facto da realidade das concessões «não ser imutável» e que «esta é uma boa altura para o país pensar o que quer fazer das estradas».

Leia a entrevista na íntegra a Carlos Oliveira Cruz e a Álvaro Costa na próxima edição da Transportes em Revista.
por: Pedro Venâncio
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Comentários
20-07-2018 11:47:54 por José Costa
Simples para o ar Carlos Oliveira Cruz,imaginamos que tens uma pequena empresa em Torres Novas e consegui um contrato com a Renove carga leve vai gastar pouco combustível, só que tens que entregar em Vilar formoso a mercadorias 340km o cliente vai ser generoso vai pagar 1 euro o km faz 340 euros paga 140 euros ida e volta gasta 220 litros de gasóleo e a sua gestão paga o resto .
  
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