quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
05-07-2018
Aviação
Boeing e Embraer juntam-se no fabrico de aviões comerciais
A brasileira Embraer e a norte-americana Boeing anunciaram a assinatura de um memorando para a criação de uma nova empresa para o fabrico de aeronaves comerciais. A futura empresa irá fabricar e oferecer uma linha de aeronaves de passageiros de 70 a <450 assentos, além de aviões de carga. Nos termos recém anunciados, a Boeing irá deter 80% da nova empresa e a Embraer os restantes 20%. O acordo definitivo entre as duas partes será assinado até final de 2019.

Em comunicado conjunto, as duas empresas explicam que “o acordo não vinculativo propõe a formação de uma joint-venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing”.

O documento esclarece ainda que a transação avalia 100% das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em cerca de 4 mil milhões de euros e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,2 mil milhões de euros pelos 80% de propriedade na parceria. Consumada a transação, a futura joint venture na área de aviação comercial será liderada por uma equipa de executivos sediada no Brasil. A Boeing terá o controlo operacional e de gestão da empresa, que responderá diretamente ao presidente Dennis Muilenburg.

Nos planos da Embraer e da Boeing está também a criação de um outro braço de negócio ligado à construção de equipamentos de defesa, em especial do avião cargueiro KC-390. Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, afiança que “os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”.

Não obstante, ambas as empresas reforçam que a futura parceria “não terá impacto nas projeções financeiras (...) para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100% do fluxo de caixa livre para os acionistas”.
por: Pedro Venâncio
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