segunda-feira, 25 de Junho de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
09-05-2018
Diz Pedro Marques
Concursos para o Sistema de Mobilidade do Mondego lançados em 2019
Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, confirmou que os primeiros concursos da obra do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), baseado em autocarros elétricos, deverão ser lançados no princípio do próximo ano. O objetivo será unir os concelhos de Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra.

“Estamos a fazer os projetos tal e qual como dissemos na altura” e “a cumprir com aquilo com que nos comprometemos com as populações e com os autarcas”, referiu o governante, questionado pela agência Lusa, em relação ao desenvolvimento do projeto. Recorde-se que Pedro Marques apresentou, há cerca de um ano, a solução MetroBus para o Ramal da Lousã, um projeto que veio dar lugar ao extinto projeto do Metro do Mondego. O projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego custará aos cofres do Estado 89,3 milhões de euros.



Também há um ano atrás, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas emitiu um comunicado a esclarecer que esta é uma obra “económica e financeiramente viável”, uma vez que “terá uma exploração sustentável” e “viabiliza a obtenção de financiamento comunitário”. Além disso, “apresenta um investimento inferior a 100 milhões de euros, que abrange a infraestrutura, equipamentos e veículos, substancialmente mais baixo que o necessário à concretização do metro ligeiro de superfície (295 milhões de euros)”.

Ao invés da inviável circulação de um metro de superfície, a solução do Estado passa pela implementação de uma frota de 43 “veículos 100% elétricos, não poluentes”, que irão circular em canal dedicado, mais precisamente “no canal ferroviário entre Serpins e Alto de S. João, rentabilizando deste modo os investimentos já realizados”, refere o mesmo comunicado do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.



Este é um tema em discussão há já vários anos, tendo inclusivamente a Transportes em Revista promovido uma sessão-debate, denominada “Metro do Mondego Alternativa Busway”, em abril de 2016, onde técnicos e especialistas em transportes discutiram e analisaram a eventual implementação de um sistema de autocarros em via dedicada no corredor do Ramal da Lousã, que pudesse constituir uma solução de mobilidade mais económica e rápida para servir as populações da região de Coimbra.

Na mesma altura, José Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, deu uma entrevista à Transportes em Revista, onde destacou que a criação de um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) seria «a opção mais correta no sentido de responder às necessidades de transporte de forma economicamente mais interessante». Além disso, adiantou que «essa solução foi adotada em várias geografias com sucesso, correspondendo a um sistema mais estruturado e massificado, com corredores, o que já exige alguma escala».
por: Pedro Venâncio
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Comentários
10-05-2018 14:59:01 por sérgio
Quem tudo quer, tudo perde A culpa é dos políticos de Coimbra. A mania dos metros de superfície, deu nisto. Se tivessem renovado a via que existia e comprado novas e modernas automotoras, a população não teria ficado anos sem o serviço e ficaria com viagens mais rápidas e cómodas em comparação com o que pretendem implementar. E o investimento seria muito inferior aos milhões já gastos e que ainda vão gastar.
10-05-2018 13:53:28 por LUIS RIBEIRO
FINALMEMTE UMA PEQUENA SOLUÇAO, PORQUE COIMBRA TEM QUE CRESCER MAIS TECNOLOGICAMENTE, NAO É SO LISBOA E PORTO
  
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