quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
30-04-2018
Diz Fernando Medina
Grandes empresas são a causa da falta de estacionamento
Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, responsabiliza as grandes empresas no centro de Lisboa pelo congestionamento na hora de estacionar dos seus funcionários. “Não é aceitável que as entidades empregadoras digam aos trabalhadores ‘agora, vocês vão para a rua, encontrem lugar na via pública’ e, assim, desresponsabilizam-se disso. (...) Percebo que o façam para poupar dinheiro dos alugueres dos condomínios, mas não aceito que o façam”, disse o autarca na reunião pública de executivo camarário, na passada quinta-feira.

O congestionamento e a falta de estacionamento em zonas de grande densidade automóvel não são um problema de hoje na capital lisboeta. Contudo, e segundo o jornal online “O Corvo”, as palavras de Fernando Medina vêm no seguimento da entrega de uma petição (assinada por 1632 trabalhadores) de uma funcionária das Torres de Lisboa. As razões para esta petição devem-se, alegadamente, à ineficiência dos transportes públicos naquela zona da cidade e à cobrança de parqueamento excessivo.

Em resposta a esta questão, Fernando Medina explicou que “a entrada da EMEL visou resolver um problema agudo” e que “a chegada da EMEL não foi por nenhuma punição aos trabalhadores da Galp” naquela zona. O autarca prosseguiu afirmando ainda que “não é admissível remeter para a Câmara de Lisboa e para a cidade a resolução de um problema quando, em primeira instância, as principais entidades que têm de resolvê-lo simplesmente não lhe dão resposta”.

Fernando Medina fez questão de sublinhar que “é gritante que, da parte das empresas onde trabalham, haja um lavar de mãos do problema e dizer ‘não queremos suportar mais nenhum custo’ e, por isso, vão todos para a via pública. A conta é muito simples: atribuir um lugar de estacionamento a todos os peticionários são oito quilómetros de fila. Imaginem o que isso seria à volta das Torres de Lisboa, todos os lugares e passeios e mais alguns ficariam ocupados e, mesmo assim, não chegariam". E reiterou: “não é possível simplesmente lavarem as mãos e dizerem que isto agora é um problema da EMEL”.

Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da CML, também criticou o excesso de congestionamento provocado pela falta de estacionamento naquela zona. Ainda assim, o responsável deixa o repto que existirá transporte público da Carris junto às Torres de Lisboa, apesar de não haver nenhuma estação de metropolitano.

Fonte: ocorvo.pt
por: Pedro Venâncio
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