terça-feira, 21 de Agosto de 2018

 
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Carga & Mercadorias
27-04-2018
Évora-Mérida
Governo refere “linha de alto desempenho” para mercadorias
Num encontro com jornalistas, dia 26 de abril, à margem da conferência sobre transportes, na Eslovénia, fonte da Comissão Europeia (CE) anunciou, de acordo com a agência Lusa, que, em breve, seriam divulgados os passos e as fases do calendário para a ligação Évora-Mérida “em comboio de alta velocidade”

Notícia que rapidamente foi retificada pelo ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, que esclareceu não se tratar de um reaparecimento do TGV, mas sim de “uma linha de alto desempenho para mercadoras”, mais acrescentado que “não haverá qualquer investimento atual em comboio de alta velocidade para passageiros”. O responsável político disse ainda que esta linha “tornará o país mais competitivo, nomeadamente na ligação dos nossos portos a Espanha e na ligação europeia”.

A confusão da informação surge devido à apresentação de um esboço da Comissão Europeia sobre o futuro troço entre Évora e Mérida, no qual se refere o “importante elo em falta na ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid”.

De mencionar ainda que esta linha vai permitir que circulem comboios de 750 metros e que corre no mesmo troço do projeto de alta velocidade pensado em legislaturas anteriores.

A mesma fonte da CE afirmou ainda à Lusa que, em Portugal, o cenário de uma conexão de alta velocidade ferroviária entre Lisboa e Madrid é “uma visão”, concluindo que “talvez um dia” chegue ao nosso país o TGV.

Em comunicado, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes (ADFERSIT) refere que “mais uma vez o sector ferroviário, por motivos estritamente políticos, assiste à deriva da discussão fundamental relativamente a um assunto onde, infelizmente, a existência permanente de uma retórica política e não técnica tolda o desejável discernimento, não deixando o cidadão comum entender o cerne da questão visto não estarem necessariamente a ser tratados de forma satisfatória os seus legítimos interesses”.

A ADFERSIT relembra ainda que, no decorrer do congresso da associação, em setembro de 2017, foram apontados investimento no âmbito do Programa Ferrovia 2020 que “vão no sentido da interoperabilidade ferroviária, mas não total, pois tal como se lê agora neste desmentido governamental, o que está em causa é uma linha convencional para mercadorias, visto o atual plano de investimentos não contemplar a instalação de nenhum troço em bitola UIC, com o argumento de que os corredores são para transportes de mercadorias e esses tráfegos não necessitam de interoperabilidade total”.
por: Sara Pelicano
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