terça-feira, 17 de Julho de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
24-04-2018
Entre 2012 e 2016
Estado injetou 6 mil milhões nas empresas do setor ferroviário
O primeiro relatório sobre o Ecossistema Ferroviário Português, realizado pela AMT - Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, revela que entre 2012 e 2016, registou-se um aumento do peso do Estado no financiamento do setor. O documento salienta que os fluxos financeiros públicos para as empresas do setor ascendeu a "6 mil milhões de euros durante este período, maioritariamente para a CP e para a IP. Este valor foi substancialmente superior aos 3 mil milhões transferidos no período de 2002 a 2011, refletindo uma mudança de paradigma no financiamento destas empresas, a partir de 2011, que se traduziu no aumento do financiamento direto do Estado em substituição de financiamento bancário e obrigacionista". Por outro lado, da análise financeira integrada das principais empresas intervenientes no ecossistema destacam-se, no período em análise, "os resultados líquidos negativos acumulados de 1,6 mil milhões de euros, fortemente penalizados pelos resultados (operacionais e encargos financeiros) das empresas do setor empresarial do Estado", refere o relatório.
O relatório conclui, também, que verificou-se uma redução acentuada do investimento em infraestruturas quando comparado com os períodos imediatamente anteriores (2002-2011). No período em análise o investimento em infraestruturas de longa duração foi de 0,2 mil milhões de euros que compara com 2,1 mil milhões no período de 2002 a 2006 e 1,4 mil milhões em 2007-2011.

Mais passageiros e mercadorias

Assistiu-se, durante o período analisado, a um conjunto de alterações relevantes ao nível dos intervenientes no ecossistema ferroviário, das quais se destacam: a criação da AMT, a fusão das empresas públicas responsáveis pela gestão da Rede Ferroviária Nacional e da Rede Rodoviária Nacional e a privatização da totalidade do transporte ferroviário de mercadorias. O documento realça que a rede ferroviária nacional é eletrificada na maioria da sua extensão (65%), não tendo sofrido alterações relevantes durante o período considerado. No entanto, Portugal apresenta-se como um dos países da Europa com menor densidade da rede ferroviária e com uma intensidade de utilização abaixo da média europeia.
Relativamente ao transporte ferroviário de passageiros destacam-se o aumento do número de passageiros nos serviços de longo curso (+26% de passageiros em 2016 face a 2012) e a manutenção da procura do transporte urbano e suburbano.
Já no transporte de mercadorias verificou-se um aumento em termos de toneladas transportadas (+9% de toneladas) assente, sobretudo, no transporte de mercadorias contentorizadas e de produtos siderúrgicos.
A distribuição modal do transporte terrestre manteve-se estável ao longo do período em análise, tanto no transporte de passageiros, em que o modo ferroviário representou 39% em 2016 (em termos de passageiros quilómetro), como no de mercadorias (17% das mercadorias transportadas em território nacional em termos de toneladas quilómetro).
Adicionalmente, neste relatório é apresentado "um conjunto de informação relevante designadamente no que se refere: aos meios humanos e ao material circulante afetos ao ecossistema; às externalidades negativas mais relevantes geradas pelo setor (as relacionadas com a segurança e com as emissões de gases com efeito de estufa); à evolução das receitas unitárias do gestor de infraestrutura e dos operadores de transporte; e uma caracterização da oferta de infraestrutura e de serviços de transporte de passageiros".
por: Pedro Pereira
Tags: AMT   CP   IP   Transporte Ferroviário  
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