terça-feira, 25 de Junho de 2019

 
caetano 468x60
Carga & Mercadorias
20-03-2018
Em janeiro
Portos continentais movimentaram 7,7 milhões de toneladas de carga
No mês de janeiro de 2018, os portos do continente atingiram o segundo valor mais elevado de sempre, movimentando 7,7 milhões de toneladas de carga, ficando em -7,5% aquém do homólogo registado em 2017 (o volume máximo observado nestes períodos).

A AMT sublinha que “a análise a apenas um mês de atividade e a respetiva comparação com o mês homólogo anterior, relativiza o resultado da avaliação do comportamento do mercado, pela significativa irregularidade e dispersão da distribuição mensal do volume de carga movimentada”.

Sublinha-se que o comportamento global negativo associado à variação referida foi determinado fundamentalmente pelo porto de Sines, que comparativamente ao volume
registado em janeiro de 2017, movimentou menos 878,3 mil toneladas, correspondente a uma variação negativa de -18,8%.

Os portos de Setúbal e Faro contribuíram também para esta variação negativa, registando, respetivamente, -3,6% e -45,8%, -25 mil toneladas no conjunto. Este comportamento anulou em absoluto as variações positivas observadas em todos os outros portos, onde se destacam Leixões e Aveiro, que registaram a melhor marca de sempre nos meses de janeiro, com crescimentos de +2,1% (+34,9 mil toneladas) e +43% (+152,2 mil toneladas), respetivamente.

Figueira da Foz, Lisboa e Viana do Castelo também registaram variações positivas de +36,4% (+52,6 mil toneladas), +3,1% (+29,2 mil toneladas) e +55,2% (+13,5 mil toneladas), respetivamente.

O efeito mais notável a que se assiste no primeiro mês de 2018 é a perda da quota maioritária absoluta pelo Porto de Sines, que se mantém agora com 49,2% do total, após uma quebra de -6,9 pontos percentuais. Este comportamento induz um crescimento das quotas de todos os outros portos, à exceção de Faro, com especial destaque para Leixões e Lisboa que apresentam variações de +2 e +1,3 pontos percentuais, subindo as respetivas quotas para 21,6% e 12,7%.

Para o desempenho global negativo vem contribuir o comportamento dos mercados da Carga Contentorizada em Sines, que registou uma quebra de -22,8% (-480 mil toneladas), o dos Produtos Petrolíferos, Petróleo Bruto e Carvão que, também em Sines, registaram quebras de - 14,1% (os dois primeiros) e -22,% (o último), e ainda o dos Minérios em Leixões, que perdeu - 66%.

A influência positiva com efeitos mais significativos foi exercida pelos mercados do Petróleo Bruto em Leixões, com um acréscimo de +38,9%, seguido do dos Produtos Agrícolas em Aveiro e em Lisboa, com crescimentos de +139,4% e +27%. A par desta influência dá-se também destaque ao papel dos Outros Granéis Sólidos na Figueira da Foz e dos Produtos Perolíferos de Aveiro e Lisboa.

O movimento de Contentores observado nos portos comerciais do continente registou em janeiro de 2018 um tráfego de 140,5 mil unidades, correspondentes a 226,2 mil TEU, representando uma quebra de -13,4% face ao valor registado em janeiro de 2017.

Quanto ao volume de carga desembarcada, na qual as importações representam
tradicionalmente mais de 90%, verificou-se um decréscimo de 5,4% face a janeiro de 2017, atingindo um movimento global de 4,7 milhões de toneladas, determinado exclusivamente pelo registo de Sines que traduz um recuo de 18,6%.

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto exportador, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, de 80,1%, 64,7%, 56,2% e 100%, respetivamente.
por: Sara Pelicano
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