terça-feira, 21 de Agosto de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
16-03-2018
Empresa 2045
Carris recorre a seguranças privados para combater fraude
A Carris passou recentemente a recorrer a seguranças privados da empresa de segurança 2045 para fiscalizar títulos de transporte nos autocarros e elétricos. O objetivo é simples: combater a fraude por falta de bilhete, passe fora de validade ou não validado. A medida surge pelo elevado número de coimas passadas em 2017 pela Carris, 16.595.

Atualmente, a Carris comporta nos seus quadros “apenas” 37 fiscais em exercício de funções, um número reduzido para a quantidade de carreiras em Lisboa. Ao Diário de Notícias, a empresa explicou que “tem nas suas medidas prioritárias o combate à fraude, em resultado da falta de equidade que existe entre os utilizadores que possuem título de transporte válido e aqueles que usam abusivamente o transporte sem pagar”.

Segundo a empresa, gerida pela Câmara Municipal de Lisboa desde fevereiro de 2017, o número de validações no ano passado subiu 4,3% em relação a 2016, porém, também as multas registaram um aumento, de 15.539 em 2016, para 16.595 em 2017. Ainda assim a Carris admite que estes números não espelham a realidade do problema, uma vez que não estão contabilizados os passageiros que passam impune.

A solução, informou a Carris, passou assim pelo reforço de fiscais subcontratados à empresa 2045, que iniciaram trabalhos na passada segunda-feira, acompanhados por fiscais da operadora. A Carris justifica esta medida por não existirem “recursos humanos que possam fazer face à necessidade de serviço”. A empresa diz ainda que “a prestação de serviços de segurança para fiscalização de títulos de transporte foi objeto de concurso público” e, posteriormente, “analisadas as propostas para a contratualização deste serviço” do qual saiu vencedora a 2045.

A empresa de segurança privada 2045 foi anteriormente dirigida por Jorge Silva Carvalho (ex-diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e realiza segurança a empresas como a EDP, a ANA, o Instituto de Segurança Social ou a Federação Portuguesa de Futebol.
por: Pedro Venâncio
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Comentários
19-03-2018 23:13:09 por Rui
Essa pratica de segunranças privados fiscalizarem os titulos de transporte a bordo dos autocarros já acontece à muitos anos no Porto nomeadamente na STCP é pena que estes senhores não vão para linhas e zonas problematicas como as linhas que servem os bairros sociais. Só sabem ir para as zonas das universidades em que os estudantes novos que chegam à cidade sem conhecer a rede transportes e o emaranhado de zonas que existem no Porto , são presas facéis para os fiscais autuarem.
18-03-2018 12:13:27 por José Manuel Godinho
A legislação foi alterada, ou continuam os funcionários dos operadores a ser os únicos autorizados a fiscalizar títulos de transporteJá agora, caso os motoristas ainda recebam subsídio de agente único, porque não verificarem as validações e não colocar o veículo em marcha sem que todos tenham validado e / ou adquirido o seu título de transporte Vai haver maior tempo de espera nas paragens, mas talvez assim eu deixe de parecer ser o único a bordo que não pretende subsidiar penduras. Seria óptimo que os transportes públicos fossem gratuitos, mas o facto é que o não são: o meu passe / bilhete confere o direito a ser transportado, não é um donativo ao operador.
18-03-2018 11:15:18 por Rui
Deviam também pôr a segurança privada a vigiar as florestas.
  
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