sábado, 22 de Setembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
13-03-2018
Relatório da IP
Cerca de 60% da ferrovia classificada como “má” ou “medíocre”
Quase 60% das linhas ferroviárias nacionais estão classificadas pela Infraestruturas de Portugal como “más” ou “medíocres” quanto ao seu índice de desempenho, revela um Relatório do Estado da Infraestruturas de 2016, a que o Público teve acesso, datado de maio de 2017. Neste documento, estão identificados as linhas mais problemáticas tendo em conta a sua utilização.

Segundo o documento, os piores troços são: Ovar-Gaia (35 quilómetros), Tua-Pocinho (32 quilómetros) e a via estreita Espinho-Oliveira de Azeméis e Aveiro-Sernada do Vouga (68 quilómetros). Sucintamente, estão classificados como “medíocres” praticamente todos os troços ferroviários que aguardam por modernização há vários anos.

Todavia, o estado de conservação de uma linha onde passam dez comboios por dia, de uma linha suburbana como Lisboa ou Porto e de uma linha de tráfego constante de comboios de mercadorias é diferente. Apesar desta diferenciação evidenciada, a IP destaca que o troço Ovar-Gaia é de todos o mais problemático. Pode ler-se: “A via útil dos ativos neste troço da linha do Norte há muito que foi excedida e qualquer tipo de intervenção de manutenção produz efeitos pouco duradouros”. Na escala de 1 a 8, o relatório indica uma classificação de apenas 1,9 (mau), constatando a “necessidade de intervenção urgente”.

Quanto à rede suburbana que serve as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, a rede da capital evidencia pior estado de conservação do que a homóloga do norte. O relatório aponta que as linhas de Cascais e a da Cintura (entre Alcântara Terra-Braço de Prata) estão em estado “medíocre”. Com esta classificação encontra-se igualmente o ramal de Tomar, a linha do Algarve (entre Lagos e Faro) e ainda a via entre o Entroncamento e Sarnadas, na linha da Beira Baixa. Em todos os troços apontados, o índice de desempenho é sempre inferior a 3,2.

O Relatório do Estado da Infraestruturas de 2016 ressalva que “não se pretende aqui assinalar ativos que representam risco do ponto de vista de segurança de pessoas e bens”. Todavia, é notório que os descarrilamentos dos últimos anos tenham ocorridos precisamente nas vias classificadas como más ou medíocres.

O Público confrontou várias entidades ligadas ao setor, nomeadamente o Instituto da Mobilidade e dos Transportes que esclareceu que “acompanha, no quadro das suas competências, a evolução do desempenho e da gestão da segurança do sistema ferroviário nacional, que inclui a análise de um conjunto de indicadores comuns de segurança e das ocorrências que se verificam na exploração ferroviária, bem como a formulação de recomendações ao Gestor de Infraestruturas quando aplicável”.

Por sua vez, a CP admitiu que “não efetua a avaliação técnica do estado da infraestrutura ferroviária, confiando que tal função da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, é efetuada de forma adequada por aquela empresa”. Quanto à Infraestruturas de Portugal, o jornal não obteve qualquer resposta.

Fonte: www.publico.pt
 
por: Pedro Venâncio
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Comentários
14-03-2018 22:42:51 por maconde
É isso, o objectivo da liquidação da ferrovia em portugal está bem avançado, só já falta 40 para a sua realização Os salteadores da ferrovia perdida continuam a minar. Revolução portuguesa na sustentabilidade ideal.
  
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