terça-feira, 20 de Novembro de 2018

 
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Carga & Mercadorias
08-03-2018
Diz Comissão Europeia
Atrasos nos investimentos na ferrovia podem não ser recuperáveis
A Comissão Europeia veio alertar para a atual situação do setor ferroviário em Portugal, nomeadamente para o facto de que os atrasos nos investimentos na ferrovia poderão não ser recuperáveis. A nota veio de Bruxelas, à margem do pacote de inverno do semestre europeu de coordenação de políticas económicas e orçamentais da União Europeia.

No documento, pode ler-se que os “atrasos nos investimentos nos caminhos de ferros apresentam um problema dada a baixa densidade ferroviária do país” e que os “principais projetos cofinanciados pelo Connecting Europe Facility estão a enfrentar atrasos, que em alguns casos não podem ser ultrapassáveis”, cita a Lusa.

A União Europeia destaca neste documento que os “planos ambiciosos” de Portugal devem ser “realistas” quanto aos projetos e à infraestrutura em modernização e construção. Contudo, para o organismo europeu, parece ainda existir “capacidade insuficiente em termos de pessoal qualificado envolvido no desenvolvimento de projetos cofinanciados pelo CEF”.

Ainda que tenham sido lançados recentemente as obras nos troços Covilhã-Guarda e Évora-Elvas, o documento descreve que o setor ferroviário ainda está “amplamente subutilizado na ligação com Espanha”, faltando “uma estratégia conjunta detalhada” entre os dois países.

Para Bruxelas, um “plano abrangente incluiria a identificação de etapas intermédias, terminais, interconexões necessárias para beneficiar da modernização da rede espanhola e do desenvolvimento da bitola internacional”, de forma a “impulsionar o desempenho ferroviário internacional, o que é crucial para enfrentar a situação periférica de Portugal e explorar o potencial dos portos portugueses, até o momento prejudicados por um modelo 'apenas rodoviário'”, pode ler-se no referido documento. A UE recorda ainda que “a intensidade do tráfego ferroviário de mercadorias continua a situar-se entre as mais baixas da Europa”, pelo que a aposta no setor ferroviário é imprescindível à reversão desta tendência.

Fonte: Lusa
por: Pedro Venâncio
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Comentários
14-03-2018 19:08:35 por Ângelo Campos
Portugal não precisa de mudar a bitola.Leiase o artigo de Opinião no Público do Dr. Carlos Vasconcelos no dia 1 de Março que eele é simultaneamente, fornecedor e cliente, já que é Presidente da MSC Portugal e da Medway. Já Frank Geist presidente da DB Schenker Portugal afirma o mesmo.Não nos podemos esquecer que as obras que se estão a realizar ou vão realizar, são só aquelas que são ou serão passíveis de financiamento entre os 60 e os 75.Um exemplo:Na renovação entre Alfarelos e a Pampilhosa a IP é dona já à uns anos de todos os terrenos entre Souselas e Pampilhosa para que fosse feita uma correcção ao traçado. O que se fez. A renovação que está a terminar veio pelo actual traçado.
11-03-2018 21:08:10 por LUIS RIBEIRO
A FERROVIA É MUITO IMPORTANTE DESDE QUE AS LINHAS SEJAM PREPARADAS URGENTEMENTE PARA A BITOLA EUROPEIA, LINHAS NOVAS OU COM INTERCAMBIADORES, E QUE AS HOLDINGS DA TALGO, DA ALSTOM DA SIEMENS OU DA HITACHI PRECIONEM O GOVERNO., ENTAO TODOS FICAVAMOS A GANHAR EM VEZ DE ANDAREM CAMIOES NAS ESTRADAS QUE POUCO FAZEM SAO COROS E PREJUDICAM O TRAFEGO CORRENTE. A 2ª ALTERNATIVA SAO OS MEIOS MARITIMOS, QUE LEVAM DE UMA SÓ VEZ O QUE 2O CAMIOES TRANSPORTAM.
08-03-2018 23:38:15 por Maconde
Boas notícias para os salteadores da ferrovia perdida, os objectivos do desmantelamento e irradicação da ferrovia em portugal está no bom caminho, e fica em boas perspectivas mais umas quantas autoestradas para comer muito,muito petrólio para encher os bolsos de alguns. Chamase a isto política sustentável
08-03-2018 14:49:53 por Sérgio
A mentalidade continua a mesma. Os portugueses só querem autoestradas.
  
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