segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

 
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01-03-2018
No longo prazo
CEGE alerta para a auto-sustentabilidade dos portos em Lisboa
O Centro de Estudos de Gestão (CEGE/ISEG) adverte para a necessidade de auto-sustentabilidade dos portos no longo prazo. Em causa estão os recém anunciados investimentos para o Porto de Lisboa, a expansão do Terminal do Barreiro e a navegabilidade no Tejo. O CEGE “alerta para a necessidade de uma visão conjunta, integrada, coerente e auto-sustentada dos diversos investimentos, sem colocar em causa o equilíbrio financeiro no longo prazo”.

Segundo o CEGE, o investimento em equipamento anunciado para o Terminal de Alcântara, de forma a atingir a capacidade de um milhão de TEU’s, poderá criar complicações “no tráfego da cidade, no cruzamento de comboios e veículos de passageiros, acidentes e riscos diversos, poluição e efeitos negativos no turismo e na fruição da zona ribeirinha nobre de Lisboa”.

Em contradição, diz o CEGE que o investimento em Alcântara inviabiliza o projeto de expansão do Terminal do Barreiro, “uma vez que o estudo de viabilidade do Barreiro pressupunha o encerramento ou não crescimento dos terminais da margem norte e até o não crescimento dos restantes terminais de contentores portugueses”. Questionando-se sobre a viabilidade de se avançar com ambos os projetos em simultâneo, o CEGE explica que “o Barreiro apenas será viável com a subsidiação intensiva do Estado todos os anos para a manutenção dos canais de navegação, e agora possivelmente até para a sua exploração, arriscando-se a tornar o Porto de Lisboa insustentável financeiramente nas próximas décadas, tendo de recorrer ao cofre dos contribuintes”.

Sobre a navegabilidade do Tejo, anunciado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, o CEGE questiona se esta é realmente uma solução viável, auto-sustentada e competitiva a todos os níveis. O Centro de Estudos de Gestão refere ainda que toda esta informação “deve ser analisada de forma transparente e clara, com a disponibilização dos dados e estudos comparativos com, por exemplo, a utilização alternativa do Porto Sines como zona de expansão portuária da região de Lisboa, ligado por ferrovia a Vila Franca, evitando a incoerência e insustentabilidade financeira e ambiental aparente destes novos projetos do Porto de Lisboa e a futura penalização dos contribuintes e dos moradores da cidade de Lisboa”.
por: Pedro Venâncio
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