terça-feira, 22 de Maio de 2018

 
Passageiros & Mobilidade
14-02-2018
Atraso nos estudos e projetos
Ferrovia 2020 tem apenas 15% das obras no terreno
Somente 15% das obras projetadas para a ferrovia no âmbito do Ferrovia 2020 estão atualmente em execução. A análise é feita pelo Público, que esta terça-feira revelou que o plano do Governo, apresentado em 2016, só avançou em 79 quilómetros de via, num total de 528 quilómetros que deveriam estar em intervenção. O atraso na fase de estudos e projetos é a “desculpa” dada pelo Governo de António Costa.

Pedro Marques, ministro das Infraestruturas, apresentou há dois anos o Plano de Investimentos em Infraestruturas Ferrovia 2020, no qual está delineado a modernização e construção de novas vias férreas. Ao todo, o Governo prevê a intervenção em 1.193 quilómetros de linha. Todavia, e até ao momento, apenas a empreitada de modernização da linha do Minho está em execução – extensão de 43 quilómetros entre Nine e Viana do Castelo – assim como os trabalhos no troço entre Alfarelos e Pampilhosa. Estes dois projetos são os únicos, num cenário de dez projetos, que estão realmente em obras. Destes dez, quatro projetos – num valor de 165 milhões de euros – já deveriam inclusive estar terminados, salienta a mesma fonte.

O destaque vai para o atrasado das obras na linha da Beira Alta, onde o Governo prevê o investimento de 691 milhões de euros, no âmbito do Corredor Internacional Norte. Sem nenhuma adjudicação assinada entre partes, os 251 quilómetros do traço continuam a ser uma miragem. Ao Público, fonte do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas diz que “à semelhança do que ocorre na globalidade dos projetos do Ferrovia 2020, este projeto, ao contrário do que seria expectável, não tinha os respetivos estudos desenvolvidos, nomeadamente ao nível técnico e ambiental”.

Relativamente à construção de uma nova linha entre Aveiro e Mangualde, o projeto já foi chumbado duas vezes por Bruxelas “por ter uma taxa interna de rentabilidade negativa”, escreve a mesma fonte, uma vez que representa um investimento de 675 milhões de euros (um quarto de todo o orçamento do Ferrovia 2020). Já o troço entre Marco de Canavezes e a Régua, na linha do Douro, orçamentado em 47 milhões de euros, encontra-se também ele atrasado. Com conclusão prevista para finais de 2019, o projeto pode ver alargado o calendário até 2022. Entre Meleças e Caldas da Rainha, na linha do Oeste, a eletrificação e modernização da via – no valor de 107 milhões de euros – tem já um atraso de dois anos. Inicialmente, as empreitadas deveriam ter arrancado no último trimestre de 2017, para ver cumprido o prazo de conclusão em 2020.

O Público escreve ainda que “na maioria dos casos, o ministério justifica o não cumprimento da calendarização com atrasos ocorridos na fase de estudos e projetos, bem como na avaliação de impacto ambiental”. Contudo, a fonte constata que estes atrasados devem-se sobretudo “à paralisação a que a antiga Refer esteve sujeita quando se procedeu à sua fusão com a Estradas de Portugal”. Perante este cenário, dificilmente os projetos passarão do papel para os carris.
por: Pedro Venâncio
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Comentários
14-02-2018 14:52:51 por sérgio
Estamos com mais um governo a ignorar a ferrovia.
  
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