domingo, 21 de Outubro de 2018

 
Passageiros & Mobilidade
03-01-2018
Integração de vários sistemas
Câmara de Lisboa vai criar pacotes de mobilidade
A Câmara Municipal de Lisboa vai avançar com a criação de pacotes de mobilidade que permitem a integração de outros sistemas de transporte - como o carsharing, bikesharing, plataformas agregadoras de mobilidade (como a Uber e Cabify) e táxis - nos atuais passes intermodais. Segundo o vereador da Mobilidade da Câmara Muncipal de Lisboa, Miguel Gaspar, “o objetivo é dar maior flexibilidade ao utente que pode necessitar, por exemplo, de usar um táxi quatro ou cinco vezes por mês ou uma bicicleta, além do autocarro e do metro”.
Segundo o Diário de Notícias, o município prevê ainda a criação de soluções de pós-pagamento nos serviços de transporte. Todas estas novidades poderão ser geridas através de uma aplicação para telemóvel.  
As medidas para a melhoria da mobilidade na cidade inserem-se no plano de redução de circulação automóvel em Lisboa que, segundo Miguel Gaspar, deve ter em conta que cerca de 150 mil pessoas usam o carro sobretudo para levar as crianças à escola. “Devemos ter uma abordagem junto das escolas para que as crianças cresçam numa nova cultura de transporte público, dando-lhes competências para os usar, a partir de uma certa idade”, defende o vereador. A autarquia está, igualmente, a desenvolver um protocolo com a Waze, uma plataforma digital que fornece informação sobre trânsito, acidentes e cortes de via, para permitir a ligação ao sistema de tráfego municipal.
No total, a Câmara Municipal de Lisboa prevê investir em mobilidade cerca de 10 milhões de euros nos próximos dois a três anos.

Convergência na bilhética e nos tarifários

A autarquia lisboeta pretende criar um passe único na cidade de Lisboa e em toda a Área metropolitana, que permita a utilização de todos os sistemas de mobilidade. Em declarações à Transportes em Revista, à margem do evento Ciclo de Palestras Mobilidade – Tendências, Desafios, Realidades, que se realizou no passado mês de dezembro, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, referiu que «a existência de um passe único é uma necessidade urgente para tornar o sistema eficaz, mas também é uma oportunidade, porque vamos criar um sistema que servirá de forma clara todos os munícipes». O autarca referiu que «a partir da bilhética e do tarifário iremos ter uma capacidade de integração dos vários operadores que estão no terreno e que passarão a estar sujeitos a esse regime único». Segundo Fernando Medina, «a integração da bilhética e dos tarifários é o grande ponto de ancoragem para a própria integração do sistema de transportes. Esta será a base a partir da qual poderemos amarrar as várias prestações de serviços, ou concessões, ou operações de operadores internos, sejam eles públicos ou privados, tornando-os obrigatórias e integradas dentro de este sistema tarifário. E, na minha opinião, terá de existir uma forte diminuição nos tarifários que são aplicados».
 
por: Sara Pelicano
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Comentários
17-10-2018 17:29:49 por ana oliveira
Gostaria de um dia ver alternativas para acesso para quem vive numa cadeira de rodas,um projeto de motas para eles poderem terem autonomia e igualdade para também se deslocarem e poderem ter novas iniciativas nas suas vidas,há estações de metro com elevador era só os manter operacionais para eles,terem um meio de deslocação,os autocarros em tempo de escola não dão condições,cheios ou carros de crianças abertos a ocupar o espaço onde dificulta a entrada...
  
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