domingo, 19 de Agosto de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
03-01-2018
Integração de vários sistemas
Câmara de Lisboa vai criar pacotes de mobilidade
A Câmara Municipal de Lisboa vai avançar com a criação de pacotes de mobilidade que permitem a integração de outros sistemas de transporte - como o carsharing, bikesharing, plataformas agregadoras de mobilidade (como a Uber e Cabify) e táxis - nos atuais passes intermodais. Segundo o vereador da Mobilidade da Câmara Muncipal de Lisboa, Miguel Gaspar, “o objetivo é dar maior flexibilidade ao utente que pode necessitar, por exemplo, de usar um táxi quatro ou cinco vezes por mês ou uma bicicleta, além do autocarro e do metro”.
Segundo o Diário de Notícias, o município prevê ainda a criação de soluções de pós-pagamento nos serviços de transporte. Todas estas novidades poderão ser geridas através de uma aplicação para telemóvel.  
As medidas para a melhoria da mobilidade na cidade inserem-se no plano de redução de circulação automóvel em Lisboa que, segundo Miguel Gaspar, deve ter em conta que cerca de 150 mil pessoas usam o carro sobretudo para levar as crianças à escola. “Devemos ter uma abordagem junto das escolas para que as crianças cresçam numa nova cultura de transporte público, dando-lhes competências para os usar, a partir de uma certa idade”, defende o vereador. A autarquia está, igualmente, a desenvolver um protocolo com a Waze, uma plataforma digital que fornece informação sobre trânsito, acidentes e cortes de via, para permitir a ligação ao sistema de tráfego municipal.
No total, a Câmara Municipal de Lisboa prevê investir em mobilidade cerca de 10 milhões de euros nos próximos dois a três anos.

Convergência na bilhética e nos tarifários

A autarquia lisboeta pretende criar um passe único na cidade de Lisboa e em toda a Área metropolitana, que permita a utilização de todos os sistemas de mobilidade. Em declarações à Transportes em Revista, à margem do evento Ciclo de Palestras Mobilidade – Tendências, Desafios, Realidades, que se realizou no passado mês de dezembro, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, referiu que «a existência de um passe único é uma necessidade urgente para tornar o sistema eficaz, mas também é uma oportunidade, porque vamos criar um sistema que servirá de forma clara todos os munícipes». O autarca referiu que «a partir da bilhética e do tarifário iremos ter uma capacidade de integração dos vários operadores que estão no terreno e que passarão a estar sujeitos a esse regime único». Segundo Fernando Medina, «a integração da bilhética e dos tarifários é o grande ponto de ancoragem para a própria integração do sistema de transportes. Esta será a base a partir da qual poderemos amarrar as várias prestações de serviços, ou concessões, ou operações de operadores internos, sejam eles públicos ou privados, tornando-os obrigatórias e integradas dentro de este sistema tarifário. E, na minha opinião, terá de existir uma forte diminuição nos tarifários que são aplicados».
 
por: Sara Pelicano
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