terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

 
CP_2017
Passageiros & Mobilidade
20-10-2017
Resposta a novas ligações aéreas
TAP vai contratar 400 novos trabalhadores
A TAP quer contratar 400 novos colaboradores, até dezembro do próximo ano, face ao crescimento expectável do número de rotas e ligações aéreas. Estas contratações vão ser essencialmente para assistentes de bordo e pilotos, assim como pessoal de terra. Verificado este aumento, a TAP ultrapassará os 8000 funcionários. No debate organizado pela Câmara de Comércio Luso-Britânico, David Neeleman afirma convicto que “estamos a cumprir o nosso compromisso”.

Com a companhia aérea a quebrar recordes de número de passageiros há quatro meses consecutivos, e com expectativas lucrativas já em 2017, o Neeleman refere que para os próximos meses haverá um crescimento do número de novas rotas, inclusive o regresso ao aeroporto Sá Carneiro, no Porto. “Podemos começar a colocar alguns voos no Porto”, garantiu David Neeleman, sublinhando que “estamos mais preparados hoje, porque lá há muita concorrência e há muitos subsídios dos nossos concorrentes, por isso temos de estar bem preparados. Estamos a fazer hoje planos para avançar no verão que vem”.

Além do mercado interno, a TAP tem o mercado norte americano referenciado com novas rotas para Washington, Chicago e São Francisco. “Há onze cidades dos Estados Unidos para onde gostaríamos de voar”, revela David Neeleman. Para o Canadá, o responsável afirma que o objetivo é “ter sete voos para Toronto” e que “um dia, quando voarmos para Montreal, também será sete vezes por semana. Vamos abrir muitas mais rotas”, concluiu.

Além da garantia da amortização da dívida de 600 milhões de euros a partir de novembro de 2018, David Neeleman empresário que integra o consórcio Atlantic Gateway, deseja também ver o Montijo a receber civis já nos próximos dois anos. Todavia, alerta que não será a TAP a pagar o aeroporto à Ryanair. “A Ryanair e a easyJet têm muito mais dinheiro do que nós. Eles podem pagar pelo seu aeroporto”, afirmou. “Eu não vou pagar o aeroporto para a Ryanair. Eles devolveram 800 milhões para os seus acionistas no ano passado, nós estamos a sobreviver aqui”. E acrescenta: “Ninguém em Portugal deve aceitar isso. Somos uma empresa nacional, estamos a trazer muita gente para cá e nós não podemos ser chamados para ajudar alguém que tem muito mais lucro e muito mais dinheiro do que nós”.

Sobre as atuais condições do aeroporto de Lisboa, o empresário explica que “o aeroporto precisa de mais espaço” e que “o maior desafio é o aeroporto ter apenas uma pista para o tamanho de Lisboa”. Na ideia de Neeleman, o crescimento de 25% da companhia aérea devia ser acompanhado pelo crescimento das infraestruturas aeroportuárias existentes. “Há horas do dia em que estamos parados” e picos “em que já não é possível adicionar novos voos porque já não há capacidade”.
por: Pedro Venâncio
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