terça-feira, 17 de Outubro de 2017

 
CP_2017
Carga & Mercadorias
12-10-2017
Mais de 65,7 milhões de toneladas
Portos batem mais um recorde na movimentação de mercadorias
Entre janeiro e agosto deste ano, o sistema portuário do Continente registou a melhor marca de sempre, face aos períodos homólogos, movimentando mais de 65,7 milhões de toneladas, mais 7,1% face ao observado no mesmo período de 2016. O mês de agosto foi mesmo aquele que registou o volume mais elevado de sempre na tonelagem movimentada dos portos comerciais, ultrapassando 8,7 milhões de toneladas. Os dados revelados pela AMT – Autoridade da Mobilidade e Transportes, revelam que “a par de Leixões, Aveiro e Sines, também o porto de Lisboa foi um dos portos responsáveis por este excelente resultado, tendo registado um acréscimo global de +27,8%, correspondente a mais 1,8 milhões de toneladas”.
Sines mantém a liderança com uma quota de mercado de 52,9% do total da carga movimentada, um decréscimo de 1,4 pontos percentuais face ao que detinha no período homólogo de 2016. Na segunda posição mantém-se o porto de Leixões, com uma quota de 19,7%, seguido de Lisboa, com 12,4% (uma recuperação de 2 pontos percentuais face ao mesmo período do ano transato) e Setúbal, com 7% do total (um decréscimo de -1,4 pontos percentuais face a igual período de 2016).
Ao nível do tráfego de contentores também se assinalou outro recorde. Nos primeiros oito meses do ano, foram registadas cerca de 2,1 milhões de TEU, um comportamento que reflete um acréscimo de +18,1% face ao período homólogo de 2016. “Para este desempenho importa referir a excelente contribuição do porto de Lisboa que movimentou um volume de TEU superior em +42,3% ao registado em igual período do ano anterior”, adianta a AMT.
Ainda neste segmento, o porto de Sines mantém a liderança com uma quota de 57,9% do total de TEU´s, superior em 3,9 pontos percentuais à que detinha no mesmo período de 2016.
Segundo a AMT, “as operações de transhipment realizadas no porto de Sines são um forte influenciador do tráfego de contentores no sistema portuário nacional. Nos primeiros oito meses de 2017, estas operações foram responsáveis por 81,5% do tráfego deste porto e por 47,2% do volume total de TEU´s movimentado no sistema portuário do Continente”.

Nos portos comerciais registou-se um total de 7344 escalas de navios de diversas tipologias entre janeiro e agosto de 2017, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 137,4 milhões (respetivamente +2,6% e +6,8% do que nos primeiros oito meses de 2016).
Lisboa foi o porto que mais se distinguiu pelo seu comportamento a nível do movimento de navios, registando um acréscimo de 17,1% no número de escalas e de +18,9% no volume de GT, representando, respetivamente, quotas de 22,7% e 22,4%. Por sua vez, Leixões foi o porto que registou um maior número de escalas que, após uma variação homóloga negativa de -2,5%, representou 24,3% do total, tendo observado um acréscimo de +1,9% na GT.
O movimento global de carga verificado no mesmo período é justificado “por efeito da Carga Contentorizada e dos Produtos Petrolíferos, que registaram variações de +13,9% e +17,9%, respetivamente. Também a contribuição dos mercados das cargas inseridas na classe dos Granéis Sólidos foi bastante positiva, nomeadamente o do Carvão e o dos Outros Granéis Sólidos, registando acréscimos de 17,5% e 12,7% e quotas de 6,6% e 8,1%, respetivamente”.
Ao nível dos fluxos de carga embarcada atingiu-se um volume de 26,9 milhões de toneladas, após um acréscimo de 3,5%, e um fluxo de carga desembarcada que totalizou 38,8 milhões de toneladas, que reflete uma variação de +9,8%, constituindo ambos o valor mais elevado de sempre nos períodos janeiro-agosto. O segmento da carga embarcada, que inclui a carga de exportação, foi fortemente influenciado pela Carga Contentorizada que registou um acréscimo de 13,6% num mercado que representa 49,2% do total, bem como também pelo comportamento dos mercados dos Produtos Petrolíferos e dos Outros Granéis Sólidos, que cresceram 6% e 31,6%, respetivamente, face ao mesmo período de 2016.

O comportamento global no segmento da carga desembarcada foi positivo na maioria dos mercados, com especial destaque para a Carga Contentorizada, que associou um acréscimo homólogo de +14,3% à quota mais elevada, de 27,3%. Os Produtos Petrolíferos registaram a variação mais expressiva (+35,8%), detendo uma quota de 14,3%.
Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 76,7%, 62,4%, 58,7% e 100%, respetivamente.
por: Pedro Pereira
Tags: Carga   Contentores   Portos  
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