sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

 
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11-10-2017
Futuro da EMEF
Presidente da CP recusa privatização mas admite divisão da empresa
Carlos Gomes Nogueira, presidente da CP – Comboios de Portugal, admite que estão em estudo “vários cenários” para o futuro da gestão da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário. A divisão em duas empresas distintas é, avança o responsável, uma possibilidade.

No parlamento, Carlos Nogueira referiu que a CP tem em cima da mesa várias hipóteses “à luz do novo código de contratação pública”, mas que em todos “está afastada qualquer hipótese de privatização” da EMEF. A divisão da empresa em duas pode vir a ser uma realidade, em que uma prestaria serviços diretos à Comboios de Portugal e outra a terceiros. Ainda assim, o responsável da CP explica que ambas seriam “filiadas da CP, com o capital social detido a 100% pela empresa mãe”.

Uma EMEF dividida, avança Carlos Nogueira, não obrigaria “a duplicação de recursos”, uma vez que a esta continuaria direcionada para o mercado e “confinada a dois clientes relevantes” – a Metro do Porto e a Medway. Além da teórica divisão, o responsável admite outros “seis ou sete” cenários, como por exemplo a incorporação da EMEF na atual CP ou ainda a transformação da EMEF num departamento sem autonomia. Carlos Nogueira justifica igualmente que, seja qualquer for o cenário final, será respeitado o código de contratação pública, em vigor a partir de janeiro de 2018, que estabelece que 80% do volume de negócio seja para a CP e 20% para terceiros.

Caso a EMEF seja divida em duas entidades, Carlos Nogueira refere que a existência de uma EMEF com serviços dirigidos a terceiros permitiria apostar na internacionalização. "Há oportunidades no mercado externo”, nomeadamente Angola e Moçambique, “temos de aproveitar", reiterou. Contudo, o mesmo avisa que são necessários mais recursos humanos qualificados, razão pela qual a EMEF pediu ao Governo a entrada de mais 208 funcionários, tendo sido admitidos 124 trabalhadores desde dezembro de 2015.

Questionado sobre os últimos resultados financeiros, Carlos Nogueira admite que a conjuntura está “bastante equilibrada” e que “o endividamento bancário é quase inexpressivo”, apontando os volumes de negócios positivos desde 2014, até ao presente, onde são esperados 68 milhões de euros.

Sobre o inquérito aberto pela Comissão Europeia em relação a apoios estatais garantido à EMEF e aos preços de venda praticados, o presidente da CP foi mais contido, adiantando apenas que a investigação “continua a decorrer”.
por: Pedro Venâncio
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