quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

 
Carga & Mercadorias
21-08-2017
Modelo de licenciamento é o mais adequado
Grupo Sousa admite concorrer a gestão dos Portos de Cabo Verde
O Grupo Sousa nega que tenha sido contactado pelo Governo de Cabo Verde para assumir a gestão dos principais portos daquele país, tal como já tinha sido anunciado pelas autoridades cabo-verdianas em comunicado. Em declarações exclusivas à Transportes em Revista, Luís Miguel Sousa, presidente do grupo madeirense, referiu que «não existiu qualquer convite por parte do Governo cabo-verdiano ao Grupo Sousa» mas não colocou de parte a participação do Grupo num futuro concurso, caso se venha a optar por um modelo de licenciamento das operações portuárias. «Penso que o modelo de licenciamento é o que mais se adequa aos interesses de Cabo Verde, no entanto a decisão final pertence apenas ao Governo. Caso venha a avançar com este modelo estamos interessados», revelou Luís Miguel Sousa. O responsável salientou ainda que «Cabo Verde é um mercado estratégico para o Grupo Sousa e que possui grande valor», relembrando que muito recentemente o Grupo lançou uma linha semanal de transporte de mercadorias entre Las Palmas (Canárias) e as ilhas do Sal e da Boa Vista.
O Grupo Sousa tem investido bastante neste mercado, sendo atualmente responsável por cerca de metade da carga marítima que é importada por Cabo Verde, através da sua participada, a Portline Containers International. No entanto, o grupo liderado por Luís Miguel Sousa, não irá ficar por aqui em matéria de investimentos, estando já em fase de conclusão a operação de aquisição de uma outra empresa portuguesa ligada à área do transporte marítimo e com grande presença no mercado cabo-verdiano.

Concessão à Bolloré ficou pelo caminho

O Governo de Cabo Verde tinha decidido, em 2016, avançar com um regime de concessão, por um período de 20 anos, entregando a respetiva gestão dos principais portos ao grupo francês Bolloré. No entanto, a mudança de Executivo que se registou naquele país africano, ditou que o atual Governo decidisse cancelar todo o processo concursal. De acordo com o atual Governo, “após uma aprofundada análise do processo, o atual Governo concluiu que o modelo de subconcessão, anteriormente adotado para a exploração dos principais portos de Cabo Verde, não responde às exigências da nova visão e da estratégia definidas para o sector”.
O Executivo liderado por Ulisses Correia e Silva refere que “está empenhado em imprimir eficácia e competitividade ao sistema nacional de portos, o que recomenda a negociação de fórmulas de cooperação com o sector privado, desde logo com as empresas que possuem know-how relevante em matéria de logística portuária, capacidade de investimento e network necessários que permitam assegurar que os portos de Cabo Verde assumam uma posição efetivamente estratégica ao nível do Atlântico médio”.
por: Pedro Pereira
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