sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
07-08-2017
Transporte a Pedido
Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo alarga serviço
O concelho de Torres Novas é o mais recente concelho a fazer parte da rede de Transporte a Pedido, com a entrada em funcionamento do serviço, esta segunda-feira, dia 7 de agosto. A configuração do serviço de transporte a pedido para o concelho de Torres Novas vai permitir a deslocação da população às respetivas sedes de freguesia e à sede do concelho às 2.ª, 3.ª e 5.ª.

Os 5 circuitos estabelecidos (Assentis e Paço; Brogueira e Alcorochel; Chancelaria e Pedrógão; Olaia; e Zibreira e Parceiros de Igreja) oferecem circulações com chegada a Torres Novas às 9h00 e partida às 12h45 durante todo o ano, possibilitando o acesso na sede do concelho ao Centro de Saúde, Hospital, Mercado Municipal e Terminal Rodoviário, refere a Médio Tejo em comunicado. Além de Torres Novas, o serviço encontra-se disponível nos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere.

No global, encontram-se agora em funcionamento 60 circuitos de transporte a pedido, com mais de 1200 pontos de paragem, servindo uma população de cerca de 123 mil habitantes.

Paulo Alexandre Gomes, Diretor de Automação e Telemática Rodoviária da GMV Portugal, adianta que “o serviço de Transporte a Pedido distingue-se do transporte regular de passageiros uma vez que é o cliente que gera o pedido da viagem, permitindo que apenas sejam realizados os percursos necessários de acordo com as reservas previamente feitas”.

A Médio Tejo faz balanço faz, de resto, um balanço positivo desde que o serviço entrou em funcionamento. 72% dos clientes utilizam o serviço mais do que uma vez; são realizados apenas cerca de 7% dos km que seriam necessários percorrer com um serviço de base regular; e a cobertura dos proveitos sobre os custos evoluiu de 8% para 35%. “Encontrar um serviço que pudesse ser adaptado às necessidades reais desta população representou sem dúvida um ganho significativo para a comunidade”, refere a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Os sistemas tecnológicos de suporte ao Transporte a Pedido na Região do Médio Tejo são fornecidos pela GMV, que permite aos utilizadores fazer as suas reservas, definir as rotas, verificar as viaturas disponíveis e fazer o acompanhamento em tempo real da execução do serviço.
por: Pedro Venâncio
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Comentários
08-08-2017 12:07:26 por Carlos Gaivoto
Para aqueles que ainda têm dúvidas acerca da função social e económica do transporte público, talvez muitos desses desconheçam que nem tudo se resume ao pensamento neoclássico e muito menos ao neoliberal. O TC é sem dúvida um instrumento estratégico para se criarem condições da diminuição dos custos escondidos causados por tanta dispersão urbana, nomeadamente os que advêm da segregação territorial.Por isso, não é surpreendente o que se está a passar em muitas cidades Europeias e dos EUA, em que o serviço público de transporte prestado aos cidadãos, tenha contornos que ultrapassam a utilidade marginal. O socialmente útil medese hoje com toda a actualidade das cidades que querem promover, defender e reforçar a sua transição ecológica leiase, de maior integração social, territorial, ambiental e energética. Da alternativa à dependência do automóvel, às soluções para se diminuir os custos escondidos hidden costs devidos à dispersão urbana urban sprawl, ampliam as redes de Fare Free Public Transport, como esta de Dunkerque e outras que se espalham por esse mundo fora ver http://www.metropolitiques.eu/Dunkerquenouveaulaboratoirede.htmlNos EUA, também, se assiste a uma viragem por muitos considerada histórica, apesar do actual representante da oligarquia fóssil andar a querer promover a indústria petrolífera e a boicotar o COP21. As experiências os EUA, França, Estónia, etc. são importantes e demonstram que há mais vida para além da Dívida e dos Défice, ou seja, que o ST Sustainable Transportation é bem mais importante do que o BAU Business as Usual.
  
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