sábado, 19 de Agosto de 2017

 
CP_2017
Passageiros & Mobilidade
02-08-2017
Em Setembro
13º Congresso Nacional ADFERSIT
O 13º Congresso Nacional ADFERSIT – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento de Sistemas de Transporte Integrados, vai realizar-se nos dias 13 e 14 de Setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. "Os desafios das novas gerações de transportes", será o foco desta edição, que assenta em 5 pilares distintos nas vertentes da Energia, Automação e Conectividade, Logística 4.0, Inovação na Ferrovia e Mobilidade e Intermodalidade.

A abertura do Congresso está a cargo de Zeina Nazer, Secretária Geral da ITS Arab, profissional experiente em design, gestão, operação e performance de Infraestruturas e Sistemas Inteligentes no Médio Oriente, Europa, Ásia e Estados Unidos da América. Ao longo das sessões, Luís Simões, da Empresa Luís Simões, Miguel Sanches, da AutoEuropa e Francisco Cardoso dos Reis, da IP-Infraestruturas de Portugal, serão alguns dos “oradores de excelência, elevado mérito e reconhecimento profissional” presentes nesta edição, refere Carlos Melo Ribeiro, Presidente da Mesa do Congresso.

Lídia Sequeira, Presidente da Comissão Executiva do Congresso, sublinha “que é responsabilidade da ADFERSIT contribuir ativamente para a integração de todas as opiniões das diversas áreas que são absolutamente cruciais para o futuro dos transportes. A defesa da Mobilidade Inteligente e dos Sistemas de Transporte Integrados no futuro próximo terá que passar pela defesa de todo um futuro geracional onde é imperativo reunir visões e alavancar toda a sociedade com a finalidade de criar o único Transporte espacial. Julgamos que selecionar um conjunto de temas particularmente sensíveis, será uma forma positiva de encarar o futuro, de promover a difusão de novas tecnologias apoiadas em sistemas de informação de excelência, por forma a garantir soluções inovadoras e sustentáveis”.

Carlos Melo Ribeiro, Presidente da Comissão Executiva, salienta que “desde a criação da ADFERSIT que os congressos anuais são um marco de importância na discussão do futuro dos transportes em Portugal. A visão integrada de todas as suas dimensões tem feito o seu caminho, como também a busca da inovação, das melhores práticas e da evolução tecnológica que o setor sempre enfrenta. O ADN cientifico e tecnológico dos transportes, reveste-se de especial importância numa altura que o mundo se vê já a braços com processos de disrupção tecnológica”.

A ADFERSIT realiza anualmente um congresso cujo tema escolhido se prende pela análise de alguns problemas que afetam o setor de transportes e pela refleção sobre os principais desafios que expressam a ambição da sua crescente transformação. As comunicações para debate vão desde a indústria ao ensino e formação profissional, passando pelas diversas visões dos múltiplos protagonistas que ajudam a criar valor neste indispensável sector da economia.

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por: Pedro Venâncio
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Comentários
07-08-2017 12:22:11 por Carlos Gaivoto
Há várias receitas, como pode verificarse naquele texto da UITP. Respondendo directamente à sua pergunta, há duas maneiras de pôr isto a funcionar, ambas políticas, institucionais e legislativas: a primeira, é fazer o designado Transit Act proposta de artigo que enviei à TR e espero que seja publicado e isto obrigaria a refazer a Organização Institucional do TP Urbano em Portugal, o que por sua vez, exige definir estratégia, objectivos, programa e agenda, o que exige actualizar o edifício legislativo dos transportes em função duma agenda de transição ecológica da cidade e região o segundo, é tomar iniciativas convergentes a um Debate nacional sobre a política e gestão da coisa pública e privada, neste caso, do sector do transporte urbano de passageiros, em que os actores que intervêm no sector as associações, ordens profissionais, indústria, autarquias enquanto autoridades de transporte, sindicatos, universidades, operadores possam realizar o seu primeiro Encontro e convergir, substancialmente, , por exemplo, nesse Transit Act. Tenho feito essa proposta publicamente, para dentro do sector. Em França, o Transporte Público Urbano TPU é motivo para, todos os anos, ter um grande debate nacional: este ano é em Marselha, promovido pelo GART, no seu 26º Rencontres Nationales du Transport Public, onde a acompanhar uma grande exposição de material circulante e investigação aplicada, mais de seis mil delegados convergem nesse debate. Por cá, à nossa escala, pode realizarse, também, esse encontro. Mas, esse terá de resultar do que havia escrito rethinking the system...Para isso, a política e a gestão da coisa pública não evolui com capelinhas mas, sim, com estratégia coerente e consistente com o desenvolvimento sustentável. Eles, em 30 anos, construíram cerca de 25 redes de eléctricos em 23 cidades, nós por cá, discutese o se o BRT deve estar na Linha de Cascais. A ignorância pagase cara e o pior cego é aquele que não quer ver.
07-08-2017 10:40:36 por MCM
Sabedoria e experiência existem neste comentário.A minha pergunta. Como é pomos isto funcionar.How to do
07-08-2017 9:40:07 por Carlos Gaivoto
Este Congresso é um dos raros eventos nacionais onde se juntam técnicos, especialistas e profissionais do sector dos transportes, neste caso, com especial incidência no sector do ferroviário. O debate nacional é sempre uma manifestação bemvinda e deve ser saudada por todos, em particular, por aqueles que gostariam de ver já resolvidos vários problemas como por exemplo, a mobilidade urbana de pessoas e de mercadorias com especial contributo do modo ferroviário. Havendo tanta convergência sobre a importância da tecnologia ferroviária poder contribuir para o aumento do emprego qualificado e sendo uma referência internacional do crescimento sustentado que este sector representa bastaria referir a exponencial de crescimento das redes ferroviárias de todo o mundo , não se consegue compreender porque existem ainda tantos obstáculos ao crescimento em Portugal acerca da representatividade que este sector pode ter na partição modal das deslocações urbanas, suburbanas, regionais, nacionais e internacionais de pessoas e de mercadorias. Num recente documento da UITP/ArthurDLittle The future of urban mobility Imperatives to shape extended mobility ecosystems for tomorrow, Jan.2014 ver http://www.uitp.org/sites/default/files/members/14012420Arthur20D.20Little202620UITP_Future20of20Urban20Mobility202200_Full20study.pdf apontamse quatro eixos estratégicos para todos os actores desenvolverem a mobilidade sustentável nas cidades e regiões, ou seja, na palavra deles, melhorar a mobilidade urbana é um desafio épico pág.9 e há que ter, então, a sabedoria suficiente para articular estas quatro dimensões: uma Visionary Strategy and Ecosystem com Mobility Supply solutions and lifestyles e Mobility Demand Management, além de se ter que desenvolver uma estratégia Public Transport Financing. Associado a estes eixos, os autores defendem cerca de 25 imperativos para a consecução deste programa de mobilidade sustentável ver figura 17 , esquematizados para ser aplicados em três tipos de cidades: Cities in emerging countries with partly underdeveloped mobility systems Develop Sustainable Core Cities with high maturity and low share of public transport, walking and cycling Rethinking the System e Cities with high maturity and high share of PT, walking and cycling Network the System. Para o nosso caso, de cidades com fraca repartição modal em TP e modos suaves, há mesmo que repensar o sistema, ou seja, aplicar daqueles 25 imperativos, cerca de 136, estes últimos, aplicados às cidades em países emergentes. É elucidativo como associado a uma fraca repartição modal do uso dos modos alternativos esteja sugerido Repensar o sistema. É um facto tão mais importante quando se sabe que à expansão da rede rodoviária, esteve associada a dispersão urbana hoje comprovadamente causadora do uso excessivo do transporte individual e com ele o aumento significativo das externalidades negativas. Não é por acaso que os défices dos orçamentos municipais tendem a ser permanentes e não é por acaso que a Dívida não diminui: os gastos anuais dum sistema de transportes baseado na dependência do automóvel é demasiado caro para ser ignorado e tem custos cada vez mais significativos. Não é por acaso, que os EUA gastam anualmente um trilião de UD por causa dos efeitos da dispersão urbana e hoje orientam as suas cidades e regiões para o TP.Por isso, quando se realiza um congresso desta dimensão nacional e acerca dum sector como o ferroviário que é considerado ao nível mundial como uma da soluções mais sustentáveis, ficase perplexo como se consegue na sua agenda não dar prioridade significativa e ignorar a parte mais substancial do problema nacional da dívida e dos défices orçamentais dos muncípios, isto é, contribuir para ser parte significativa da solução para os milhões de deslocações diárias de pessoas e bens. É que o sistema ferroviário tem sido criminosamente delapidado e vandalizado, além de ao nível urbano, suburbano e regional terse demagogicamente esquecido ou mesmo votado ao ostracismo do que é a interoperabilidade ferroviária e o que poderia ser um subsistema dentro das áreas metropolitanas do Porto, Coimbra, Lisboa e Algarve. Nesse sentido, a palavra do congresso devia ser mais democrática e não ser só àquilo que hoje é reduzido: o palco para alguma figuras de notáveis irem passando certas mensagens. Não sei se é, também, por isto que a nossa democracia ainda é tão vulnerável e hoje há quem se queixe que Portugal é uma ilha ferroviária De facto, é preciso Rethinking the System.
  
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