segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
31-07-2017
Em Matosinhos
Aprovado novo concurso de transporte público
O Conselho Metropolitano do Porto aprovou, por unanimidade, a proposta do presidente da Câmara de Matosinhos, Eduardo Pinheiro, para antecipar o concurso público da nova concessão dos transportes públicos no concelho, face aos problemas com a operadora Resende.

Na reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), os presidentes de câmara concordaram em "mandatar a Comissão Executiva para avançar com o concurso" relativo a Matosinhos, onde a concessão da Resende terminaria "no fim de 2017", depois de se terem registado vários acidentes envolvendo viaturas da operadora.

"Seria no mínimo inconsciente não fazer nada", referiu Eduardo Pinheiro, esclarecendo que a Resende "não será excluída" do novo procedimento, mas que o mesmo "tem de ter um caderno de encargos bem definido e condições bem delimitadas para casos de incumprimento". O presidente da Câmara de Matosinhos destacou o facto da operadora Resende operar em 60% das carreiras do concelho, e que apesar dos inúmeros problemas registados, tem existido “bastante diálogo com a empresa".

"No final 2016, houve um incumprimento reiterado ao acordo: viaturas que foram substituídas mas que mantiveram a idade média dos autocarros, carreiras que deviam ter sido implementadas e não foram. Em função disso, teve de haver decisão deste prorrogar da licença apenas até ao final de 2017”, descreveu o autarca.

Eduardo Pinheiro destacou ainda que, na reunião realizada no dia 17 de julho na AMP, com a operadora, foi declarada "tolerância zero em relação ao que possa acontecer", podendo avançar-se para a "supressão total ou parcial das carreiras caso haja mais problemas". Avelino Oliveira, da Comissão Executiva do CmP, considerou que a "mão dura" que o município e a AMP indicaram na reunião "teve efeito junto dos operadores", uma vez que "já não passam autocarros a 80 quilómetros por hora em via urbana, nem viaturas a arrancar com portas abertas".
por: Pedro Venâncio
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Comentários
09-08-2017 11:04:03 por Mário João ro
O problema de base da Resende, no que diz respeito à frota de autocarros urbanos que serve Matosinhos, está relacionado com a péssima manutenção. Desde o acidente mortal com o 1013 na paragem do mercado de Matosinhos, houve algum despertar, mas os constantes incêndios e a má conservação das viaturas, que vão desde sinalizadores de paragem que não funcionam, portas de entrada ou saída que só metade abre ou por vezes nem isso sucede, como já me aconteceu no 1019 ao apanhar no Amial, pouco depois das 7 da manhã, já o motorista pedia aos passageiros para saírem pela frente quando a viatura deverá ter saído há pouco da garagem, assisti à motorista do 898 a dar à chave do mini bus em andamento porque ele se desligava sem mais nem menos, aberrações mecânicas com fumarada intensa e cheiro concentrado a gasóleo..., para não falar das manobras tresloucadas do 111 na circunvalação nas corridas às validações do andante, a ultrapassar o 205 da STCP e que recentemente correu mal junto do IPO com o articulado 1119 da STCP e o ex STCP da Resende 991 a envolveremse num toque...até ao dia que a coisa corra mesmo muito mal Falta formação aos motoristas, que circulam de piscas a sinalizar manobras que fizeram há meia hora, outras vezes sem sequer sinalizar a manobra, pisando linhas contínuas,velocidade inadequada na circunvalação, painéis de destino bandeira em mau estado ou com informação invertida ou errada, acontece de tudo com os autocarros dessa empresa. Recentemente adquiriram IVECO usados a Espanha, anos 2002, aparecem com boa imagem e mecânica aceitável, mas rapidamente os degradam com a má manutenção e surgem nas carreiras com barulhos estranhos, fumo intenso, traseira suja e interior grafitado pelos passageiros que se apercebem serem alvo fácil pelo desinteresse em conservar adequadamente o interior dos autocarros mal conservados.O meu conselho seria mudar o nome, visual e logotipo da empresa, adquirirem novas viaturas com regras de manutenção muito mais rigorosas para que os passageiros possam acreditar que a mudança pode dar frutos e incutir confiança para uma sadia concorrência, da qual só os passageiros acabarão por beneficiar e a empresa renascer como a fénix dos autocarros de Matosinhos.Seja esse mesmo o nome que proponho: FÉNIX
  
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