sábado, 18 de Novembro de 2017

 
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Carga & Mercadorias
07-07-2017
40 milhões de toneladas
Portos de Portugal continental batem recorde
A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes anunciou que de janeiro a maio deste ano os portos do continente alcançaram um recorde no volume total de carga movimentada, ultrapassando pela primeira vez os 40 milhões de toneladas. Em termos percentuais atingiu-se mais 10,1% comparando com o mesmo período em 2016.

De acordo com a AMT, Sines é mais uma vez o líder no movimento portuário e representa 52,8% do total da carga. Ainda assim, aquele porto alentejano registou um decréscimo de -2,1 pontos percentuais face à que detinha no mês anterior e -0,5 face ao período homólogo de 2016. Na segunda posição mantém-se o porto de Leixões, com uma quota de 19,9%, seguido de Lisboa, com 12,1%. Por seu turno, Lisboa recuperou no volume de contentores, registando um aumento de +58,9% de TEU movimentados, face ao período homólogo de 2016. Também os portos de Leixões, Aveiro e Sines que apresentaram variações homólogas de +10,3%, +23,8%, +9,1%, respetivamente, sendo também alavancada pelo comportamento do porto de Lisboa que apresentou um acréscimo de +30,3%.

No que respeita ao desempenho dos portos no período de janeiro a maio de 2017, “importa sublinhar Leixões e Sines que registaram o valor mais elevado de sempre no volume quer de carga embarcada (+7,9% e +6,7%), quer de carga desembarcada (+11,5% e +10,8%, respetivamente), bem como Lisboa que registou a melhor de sempre na carga embarcada (+65,4%) e Aveiro com a melhor marca na carga desembarcada (+35%)” refere o documento. No que diz respeito a Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são portos que se são apresentam com um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 75,8%, 62,6%, 58,3% e 100%, respetivamente

Nos cinco primeiros meses de 2017, o movimento de contentores registado foi de 824,3 mil unidades para o conjunto das operações Lo-Lo e Ro-Ro, ou seja, mais de 1,3 milhões de TEU. Este número representa um crescimento de +24% e +26,2%, respetivamente, em comparação ao período homólogo de 2016, explica a AMT. Neste segmento, o porto de Sines mantém a liderança com uma quota de 59,4% do total de TEU, após um crescimento de +39,1% no período correspondente aos primeiros cinco meses do ano de 2017. A AMT adianta, inclusive que “importa ainda sublinhar a recuperação significativa que o porto de Lisboa registou face ao período homólogo de 2016 e que se traduziu numa variação de +58,9%, recuperando 3,1 pontos percentuais para uma quota de 14,9%”. Aquela Autoridade salienta igualmente que as operações de transhipment realizadas no porto de Sines são um forte influenciador do tráfego de contentores no sistema portuário nacional. No período de janeiro a maio de 2017, estas operações foram responsáveis por 83,6% do tráfego do porto, em TEU, e por 41,3% do tráfego de todo o sistema portuário do Continente, tendo registado um crescimento de +22,8% face ao volume de TEU movimentado no mesmo período de 2016.

De janeiro a maio foi a Carga Geral que se destacou, registando um volume de 18,5 milhões de toneladas, passando a representar 45,6% do total da carga, muito por efeito do comportamento da Carga Contentorizada que registou em crescimento de +22,3% face ao mesmo período de 2016. O comportamento desta classe de carga é ainda influenciado positivamente pelo crescimento da carga Ro-Ro de +17,5%. O comunicado da AMT informa que a classe dos Granéis Líquidos registou, no período de janeiro a maio de 2017, uma quota de 34,1%, após um crescimento de +3,8%, resultante do acréscimo de +21,6% dos Produtos Petrolíferos. Já a classe dos Granéis Sólidos registou globalmente um acréscimo de +5,9%. Já a carga embarcada, que inclui a carga de exportação, atingiu nos primeiros cinco meses do ano um volume superior a 16,9 milhões de toneladas, ultrapassando em +8,9% o registo verificado no período homólogo de 2016. Este desempenho deve-se, sobretudo, ao comportamento dos mercados de Carga Contentorizada (+21,5%), Outros Granéis Sólidos (+24,3%) e Produtos Petrolíferos (+12%). Quanto ao volume de carga desembarcada, na qual as importações representam em regra mais de 90%, foram movimentadas cerca de 23,7 milhões de toneladas, excedendo em +11% o valor homólogo de 2016.

Nos portos comerciais registou-se um total de 4577 escalas de navios de diversas tipologias entre janeiro e maio de 2017, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 84,7 milhões (respetivamente +3,4% e +8,6% do que nos primeiros cinco meses de 2016). O aumento de +22,1% no número de escalas registado no porto de Lisboa (correspondente a +190 escalas) e, numa dimensão de menor significado, o porto de Portimão que regista um acréscimo de +52,9% (+9 escalas).

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