domingo, 24 de Setembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
08-06-2017
Dizem especialistas
Aeroporto no Montijo “não é uma solução competitiva”
Após ouvir especialistas do setor aeroportuário o CEGE - Centro de Estudos de Gestão do ISEG, concluiu que a escolha do Montijo, para novo aeroporto de Lisboa, “não é uma solução competitiva e de futuro para a região e o País”.

De acordo com o CEGE “tendo em consideração que não foi anteriormente preparado, de forma atempada, o processo de construção do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) e face ao exponencial crescimento do turismo, das “low-cost” e da função “Hub” de Lisboa com a TAP, é consensual que se torna-se inevitável preparar rapidamente o aeroporto do Montijo para fazer face à crescente pressão da procura”.

Contudo, aquele Centro do ISEG salienta que os especialista ouvidos desvalorizam esta solução uma vez que “existem diversos constrangimentos e limitações de segurança no atual aeroporto e no Montijo, existem limitações à dimensão máxima do avião crítico de projeto no Montijo, a solução dual integrada de aeroportos não conhece exemplos de sucesso no mundo e a capacidade conjunta dos dois aeroportos não deverá ultrapassar 2030/2035, mesmo considerando elevadas taxas de produtividade da oferta e ritmos conservadores de crescimento da procura, muito inferiores aos atuais”.

Tendo em conta que o novo aeroporto deverá demorar cerca de oito a 10 anos a ser construído, e “para evitar a rutura da oferta aeroportuária de Lisboa muito provável em 2030, que apenas beneficiaria o hub de Madrid”, o CEGE aconselha, que se tomem “as devidas opções de planeamento de longo prazo no processo de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa. Em especial, importa retomar rapidamente os estudos do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, procurando fasear a sua construção de forma racional, minimizar os investimentos arquitetónicos previstos nos primeiros estudos e localizar a infraestrutura o mais próximo de Lisboa possível e não na localização anteriormente prevista, visando manter a sua atratividade física e económica. Por outro lado, importa minimizar os investimentos temporários a realizar agora no Montijo, evitando o desperdício posterior, já que será muito limitado o tempo da sua vida útil. Deste modo, só com uma visão global e um adequado planeamento integrado no longo prazo será possível assegurar os interesses e a competitividade internacional da TAP, da região de Lisboa e do País”.
 
por: Miguel Pedras
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