domingo, 19 de Novembro de 2017

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
08-05-2017
Investimento de 216M€
Extensão da Linha Amarela concluída até 2021
O Metropolitano de Lisboa apresentou publicamente o Plano de Desenvolvimento Operacional da rede do Metro que contempla dois estudos de viabilidade para o prolongamento da Linha Amarela entre o Rato e o Cais do Sodré e a extensão da Linha Vermelha entre S. Sebastião e Campo de Ourique. No entanto, a única obra que está assegurada, conforme referiu o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, é a extensão da Linha Amarela, cujo investimento de 216 milhões de euros será assegurado por fundos comunitários e empréstimos do BEI- Banco Europeu de Investimento. O prolongamento do Rato ao Cais do Sodré irá incluir a construção de duas novas estações na Estrela e em Santos, ligando a Linha Amarela à Verde, e criando uma única linha circular no eixo central da capital que permitirá circulações de seis carruagens com intervalos nas horas de ponta de 3 minutos e 40 segundos. Será construído um túnel com uma extensão de 2 km até à nova estação da Estrela e desta para a nova estação de Santos. Na última fase da ligação entre Santos e o Cais do Sodré recorrer-se-á à construção a céu aberto. O estudo prevê que a estação da Estrela fique localizada junto à Basílica e em frente ao hospital Militar; já a estação de Santos ficará localizada junto ao edifício dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, na Avenida D. Carlos I. O investimento de 216 milhões de euros prevê ainda a remodelação do nó do Campo Grande. Paralelamente a este projeto, foi desenvolvido um estudo de viabilidade para uma ligação pedonal subterrânea através de escadas e passadeiras mecânicas, com uma extensão de 300 metros, que ligará a estação do Rato à Praça Santa Isabel, permitindo o acesso às Amoreiras, num investimento de cerca de 15,6 metros. Segundo Matos Fernandes, que falava durante a apresentação do Plano, esta obra «deverá ficar concluída até 2021».
O outro estudo prevê o prolongamento da Linha Vermelha entre S. Sebastião e Campo de Ourique e a construção de outras duas novas estações: Amoreiras e Campo de Ourique. De acordo com o estudo de viabilidade, este projeto terá um custo estimado de 186,7 milhões de euros, não estando, no momento, prevista uma data para a respetiva execução por ausência de garantias do seu financiamento. Segundo Matos Fernandes, este projeto «certamente será objeto de financiamento no âmbito do próximo quadro comunitário», criticando ainda o anterior Executivo de Passos Coelho por «ter excluído a possibilidade de financiamento de projetos de transporte público».
O Plano prevê ainda a aquisição de 33 novas composições, cujo investimento se estima em 50 milhões de euros, e a remodelação, ampliação e modernização de várias estações, como o Areeiro, Colégio Militar, Olivais e Baixa-Chiado, correspondendo a um investimento total de 16,2 milhões de euros.

por: Pedro Pereira
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Comentários
10-05-2017 23:11:38 por Manuel Conde
Ora aí estão os pontos chave, bem dito Mas os ministros não querem conhecer, ninguém lhes diz, e essas soluções não gastam petróleo, logo são inimigos dos interesses mais nobres deste quarteirão quarto mundista á beira europa plantadoEm Lisboa liquidouse uma nobre rede de eléctricos, por essa europa fora ampliase e implementase redes com conforto superior a alguns ICs da CP, como o da Beira Baixa. Mas neste condado a fobia aos carris é tremenda, e a solução passa por tirálos da vista, ou enterrandoos ou puramente arrancálos e encher tudo com alcatrão bem negro, como o futuro deste país. ...Cada povo tem o governo que merece...
08-05-2017 22:26:22 por Carlos Pinheiro
Folgo em saber que o Metro vai ser ampliado, com regras, e que também vai ter novas composições. Aproveito o ensejo para transcrever artigo de minha autoria publicado no Jornal O Almonda de 21.04.17 sobre a ferrovia. Oportunidade para a renovação do material circulante ferroviárioÉ do conhecimento geral que Portugal não dispõe de comboios em quantidade e qualidade suficientes para que os horários possam ser cumpridos em toda a rede e com a comodidade que este tipo de transporte pode proporcionar. Com o Metropolitano de Lisboa passase o mesmo. Aliás, não é por acaso que andam a circular nas nossas linhas vários comboios espanhóis, de que pagamos valores assinaláveis pelo seu aluguer.É também do conhecimento geral que o transporte ferroviário é mais cómodo, mais seguro, mais barato e mais amigo do ambiente do que o transporte rodoviário e por isso deveria ser incentivado e criadas condições para tanto.Por exemplo, a linha de Cascais necessita urgentemente de ver o seu parque ferroviário renovado. A Linha de Sintra também precisa de melhorias como a da Azambuja. E os comboios urbanos à volta do Porto também precisam de renovações.A linha do Douro, especialmente por motivos turísticos, também não tem capacidade de resposta para a procura de comboios. O Ramal da Lousã, que um dia pretenderam chamarlhe Metro Mondego, precisa de ser reposto e por isso são precisos mais comboios. A Linha da Beira Baixa precisa de ser reposta entre a Covilhã e a Guarda e quando isso vier a acontecer, são precisos mais comboios.A Linha do Oeste que já devia ter sido renovada há anos, quando tiver obras de vulto também vai precisar de mais comboios.Face ao acima exposto e tendo em consideração que o dinheiro não abunda nas contas públicas, antes pelo contrário, perguntarmeão porque é que eu estou aqui a propor a aquisição de comboios quando não há dinheiroAcontece que há dias, por mero acaso, depareime com uma notícia da Revista Transportes, de 21.03.17, por Pedro Pereira, onde se noticia, e passo a transcrever: Bélgica BEI financia aquisição de 445 comboios para a SNCBA SNCB Caminhos de Ferro da Bélgica, garantiu um empréstimo no valor de 600 milhões de euros junto do Banco Europeu de Investimento BEI para aquisição de material circulante. A empresa belga firmou um acordo com uma jointventure formada pela Bombardier e Alstom para a aquisição de 445 automotoras doubledecker M7, que irão substituir a maior parte da frota de comboios urbanos da operação belga. De acordo com o BEI, este empréstimo tem um prazo de 25 anos e prevê condições especiais para a SNCP, uma vez que faz parte dos projectos considerados prioritários pela União Europeia. Pim van Ballekom, vicepresidente do BEI, salientou que este projecto de renovação do material circulante é de grande importância para os clientes da SNCB. Uma boa qualidade de serviço e material circulante confiável são a chave para atrair e manter clientes. Esta garantia dada pelo BEI irá permitir impulsionar a utilização de transporte ferroviário de passageiros não só na Bélgica como também nos países vizinhos. O responsável adiantou ainda que suportar a sustentabilidade e a inovação no sector dos transportes são prioridades do BEI, o braço financeiro da União Europeia. E construir a Europa significa maior compromisso com dado Estadomembro, maior desenvolvimento, crescimento e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.Penso que depois desta notícia estarão criadas todas as condições para que a CP e a Metro de Lisboa renovem rapidamente o seu parque de material circulante, para assim darem conforto aos passageiros, cumprirem os horários e incentivarem o uso dos transportes ferroviários sejam eles citadinos, urbanos ou de longo curso. Certamente não irão ser precisos comboios de dois pisos como a notícia informa, mas comboios modernos e eficientes e mais baratos do que os dos belgas, são tão precisos como nós precisamos de pão para a boca. E com empréstimo do BEI a 25 anos, a taxas certamente residuais, penso que se pouparão muitos milhões em manutenção de comboios e carruagens velhas, que em muitos casos deveriam estar no Museu.Sinceramente gostava que os responsáveis da CP e do Metro e bem assim os Ministros das Finanças e das Infraestruturas, aproveitassem esta oportunidade, possivelmente única, de porem o país a carrilar melhor. E será uma pena, para não dizer um crime, se não o fizerem. Alguém que os conheça que lhes passe a palavra.Carlos Pinheiro15.04.17
  
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