domingo, 24 de Setembro de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
01-04-2017
Brisa
BIT é agora A-To-Be e aposta no mercado externo
O Grupo Brisa revelou que a empresa BIT - Brisa Inovação e Tecnologia tem um novo nome e imagem, sendo agora designada por A-to-Be. A antiga BIT e nova A-To-Be, é a empresa do Grupo Brisa que se dedica à investigação e implementação de soluções inovadoras e potenciadoras de mobilidade, estando, a partir de agora «focada no mercado externo».

O Grupo Brisa explica que esta alteração “celebra um novo ciclo para nós. Uma nova era desafiante e inspiradora. Como Brisa Inovação focámo-nos em sistemas de cobrança de portagens e em gestão e informação de tráfego. Com mais de duas décadas de experiência, a empresa é líder no fornecimento destes serviços” estando, para além de Portugal, presente na Holanda, Turquia, Rússia, Brasil, Índia e nos Estados Unidos.

A Transportes em Revista esteve, em Londres, à conversa com Daniel Amaral, presidente da A-To-Be, à margem de um congresso sobre mobilidade, o “MaaSMarket – Mobility as a Service”.

«A A-To-Be inicialmente chamava-se BIT e ainda antes de ser BIT o racional foi, por decisão interna da Brisa, criar uma direção autónoma vocacionada apenas para investigação e desenvolvimento. Isto já foi há muitos anos, inicialmente era o Departamento de Inovação e Tecnologia, mais tarde criou-se a empresa chamada BIT, na prática a BIT a única coisa que fazia era desenvolvimento de produtos a aplicar na rede Brisa e entendeu-se que fazia sentido dar um salto e a BIT conseguiu ganhar, em Portugal, essa capacidade de começar a vender fora do universo Brisa. A certa altura entendeu-se que o mercado português era pequeno e que faria sentido dar um salto ainda maior, devidamente pensado, e olhar para uma lógica mais global», explica Daniel Amaral.

Prontos para a mudança e enfrentar novos desafios, o responsável pela marca revela que «nessa altura não tivemos a arrogância de que sozinhos teríamos essa capacidade, até porque nos faltava algum racional de base tecnológica e decidimos abrir capital. Acabámos por fechar negócio com um fundo, chamado Pathena, que é um sócio com 20% e assim temos uma parceria com este fundo de base tecnológica, até porque nós somos muito abertos a parcerias. Esta venda de capital à Pathena foi feita há pouco mais de dois anos».

Foi então que se criaram «mecanismos internos para dar o salto e começar a vender para além do que nós estávamos habituados, muito ancorados na Brisa. A partir daí já a trabalhar em parceria com a Pathena, começamos a procurar novos mercados, e considerámos que fazia sentido criar uma marca própria. Uma vez que a BIT estava muito agarrada à Brisa mas pretendíamos ser uma empresa de tecnologia para além da Brisa e, assim, nasceu a A-To-Be».

Na capital britânica, onde foi, pela primeira vez, divulgada a nova marca, a mobilidade esteve em debate. O orador finlandês Sampo Hietanen, CEO da MaaS Global, referia que a verdadeira questão, no que concerne à mobilidade, excluindo como meio de transporte o automóvel, «não é levar-nos do sítio A ao sítio B, mas conseguir ir de todos os sítios A a todos os sítios B e atualmente ninguém consegue fazer isso. Nem os transportes públicos nem as grandes empresas».

Mas a A-To-Be apresentou-se com a lição preparada e resposta pronta para este problema ao apresentar as suas novas soluções. Como explica o presidente da empresa tecnológica, a «A-to-Be é um conceito - chegar de “A a B” - e portanto queremos oferecer soluções de mobilidade, que permitam chegar do “A a B” de forma mais prática, fiável, rápida, o tempo é sempre um factor crítico. Nós temos três produtos; na lógica de produtos para portagem temos a Brisa com soluções tecnológicas que queremos oferecer, depois temos o clássico backoffice na gestão de tráfego centralizada e temos ainda, numa lógica mais ligada à mobilidade e às “smart cities”, soluções de mobilidade, gestão de congestionamentos, fornecendo informação às pessoas relativamente à oferta diversificada que existe para se chegar ao destino pretendido, dando-lhes a possibilidade de optar pela forma mais rápida, mais barata, mais eficaz de se deslocaram, que é a nossa aplicação mobile.»

Quanto a esta nova aplicação para telemóveis, criada pela A-To-Be, o responsável explica que está ainda em fase piloto. Será «centralizado numa lógica de gestão de dados», servindo os utilizadores para que mais facilmente possam deslocar-se e alcançar o destino pretendido. Estando vocacionado para o mercado externo, apresenta ainda soluções, já conhecidas pelo mercado português, como a possibilidade de pagamento em parques de estacionamento ou postos de abastecimento.

Veja o vídeo de apresentação:



Já no que toca às soluções para portagens, foi recentemente adjudicado à A-To-Be um contrato no valor de cerca 33 milhões de dólares com o Estado norte-americano do Illinois para fornecer uma solução de Pagamento Automático de Portagem. O contrato servirá para a instalação de sistemas de pagamento automático nas autoestradas daquele Estado, incluindo o fornecimento e instalação de um máximo de 270 máquinas e dos seus sistemas de gestão, com a possibilidade de contratação de serviços de manutenção.

Mas, apesar do valor deste contrato, Daniel Amaral revela que «o ano de 2017 não é para ganhar dinheiro, é um ano de investimento, para criar alicerces, estruturas que permitam criar produtos replicáveis e, então, ganhar dinheiro um pouco mais para a frente».

«A mudança da marca foi o primeiro passo para a aproximação ao mercado externo. São três os mercados nos quais estamos focados. Os Estados Unidos, que têm uma grande dimensão para crescermos e no qual já estamos. A América Latina, dos quais se destacam o Brasil, Chile, México, Colômbia que são países onde estamos já a olhar para algumas oportunidades. Depois temos obviamente a Europa que é o nosso mercado natural. Temos base em Lisboa, temos accionista em Londres, temos parcerias com outros países europeus, portanto é natural que, havendo ativos neste universo, tenhamos uma lógica de nos aproximarmos deste mercado e este das nossas soluções. Temos uma incubadora na Holanda e já uma solução para a Polónia, por exemplo», diz o presidente da A-To-Be.

Daniel Amaral refere ainda que para a Polónia a solução vendida pela A-To-Be prende-se, mais uma vez, com tecnologia para portagens e, no que concerne ao Brasil trata-se de «um projeto muito grande mas ainda é confidencial» salientando, no entanto, que «não é portagens. Colômbia e México é portagens. Para o Brasil é uma solução muito curiosa, que vai ter um potencial gigantesco».



por: Miguel Pedras
Tags: AToBe   Brisa   Grupo Brisa   Mobilidade   Pathena  
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