quarta-feira, 28 de Junho de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
15-03-2017
Pedro Marques
«É provável que a CP tenha de adquirir material circulante elétrico»
A CP poderá avançar para a compra de mais locomotivas e comboios elétricos, uma medida que deverá fazer parte de um plano estratégico para o material circulante que a empresa irá desenvolver durante o corrente ano. O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, deu uma grande entrevista à Transportes em Revista – edição 167 (Carga & Mercadorias) e edição 168 (Passageiros & Mobilidade) – onde revela que uma das principais orientações estratégicas para a CP – Comboios de Portugal passa por «apostar na renovação do material circulante». De acordo com Pedro Marques, «a prioridade é a renovação de meia vida dos Alfa Pendulares e este ano serão renovados 3 ou 4 comboios. Por outro lado, serão feitos investimentos importantes na renovação do material circulante afeto aos serviços suburbanos. Por exemplo, já estamos a fazer essa requalificação nos comboios da Linha de Cascais. Também precisamos de elaborar um plano estratégico para o material circulante. Como estamos a mudar grande parte da nossa rede para tensão elétrica é provável que necessitemos de aumentar a nossa frota de comboios. É muito provável que este plano, que será desenvolvido durante o corrente ano, preveja já a aquisição de material circulante elétrico». Questionado sobre se a CP tem condições económicas e financeiras para adquirir mais comboios, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse que «é necessário equacionar esse tipo de situações no contexto global de uma empresa como a CP, que tem de oferecer um serviço de qualidade em toda a sua rede. Não vou antecipar conclusões de um plano que está a começar a ser desenvolvido mas, como disse, é muito provável que tal aconteça». Outro dos temas abordados foi a possível fusão da EMEF com a CP. Apesar de não confirmar esta decisão, Pedro Marques salienta que esta é uma questão «de natureza orgânica e pode determinar que a capacidade da EMEF possa ter de ser reajustada de modo a não perder nenhuma das suas competências». Para o ministro, o facto de o Tribunal de Contas ter vindo a apresentar «algumas dificuldades» em relação aos contratos que têm vindo a ser realizados entre a EMEF e a CP poderão ditar a fusão, até porque a Tutela não quer a EMEF deixe de apresentar-se no mercado de forma competitiva, prestando serviços de manutenção ferroviária a outras empresas nacionais e estrangeiras. «A fusão é uma das hipóteses possíveis para ultrapassar essas dificuldades colocadas pelo Tribunal de Contas. Mas vamos ainda analisar qual será a melhor solução», adianta.
por: Pedro Pereira
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Comentários
05-05-2017 18:11:09 por GESTOR LUIS RIBEIRO
TEMOS VARIAS EMPRESAS DE FABRICO DE TRAINS TAIS COMO A ALSTOM A CAF A HITACHI E OUTRAS QUE EM SINTONIA COM A EMEF E AGORA COM A NOSSA NOVA CATENARIA PARA 300 KM/HORA ESTÁ NA ALTURA DE AVANÇARMOS PARA A LINHA EUROPEIA, MAS TENDO SEMPRE EM ATENÇAO A INCLINAÇAO DA VIA
31-03-2017 4:42:57 por Tiago Alves Miranda
Caro Nuno, o que o utilizador Comboios Forever comentou sobre os comboios da linha de Cascais está correcto.Muitas das carruagens que todos os dias circulam a 90 km/h entre o Cais do Sodré e Cascais, possuem uma estrutura de leito datada de 1926, das primeiras automotoras eléctricas AEG que este país conheceu. No final dos anos 50, quando a Sorefame alterou a carroçaria das carruagens para o aspecto que têm hoje em inox aproveitouse o bom estado dessa estrutura para as reconstruir. Em 1997, a EMEF fez o mesmo. Hoje, estamos em 2017 a utilizar, ainda a discutir e adiar a substituição do material forjado na Bélgica há 91 anos. Fique atento: são as carruagens com uma estrutura metálica trapezoidal por baixo do leito.
28-03-2017 11:40:55 por Nuno
Oh Comboios Forever então a linha de Cascais ainda tem comboios de 1926...quem é que lhe contou essa anedotaOs comboios que circulam na linha de Cascais são de 1960 a 1964, remodelados em 1997O que torna onerosa a manutenção é a falta de peças para substituição e os motores de corrente contínua.
20-03-2017 14:10:25 por amaro
afinal , a CP vai comprar comboios à Renfe como faz agora com automotoras alugadas. Temos o caso do Euromed da espanhola Renfe que é o mesmo que o Alfa Pendular
20-03-2017 13:55:26 por Pedro Carvalho
A requalificação que estão a fazer aos comboios da linha de cascais não é mais que uma grande revisão aos mesmosPara já esta linha tem o futuro incerto, mas parte do publico em geral e acima de tudo dos utentes desta linha reivindicarem a modernização da linha e a compra de comboios novos
20-03-2017 7:32:13 por Carlos Gaivoto
O tempo de decisões apressadas e inconsequentes tem custos e nestes últimos 40 anos desta agenda sem planeamento estratégico, isso ficou evidenciado pelas incongruências da expansão da rede rodoviária na concretização do PRN2000 e da dispersão urbana levada a cabo pela administração local com esse apoio da administração central. Se se tiver em conta os alertas que vêm lá da outra banda do Atlântico US e Canadá acerca desses custos do urban sprawl e da sua projecção na Dívida e nos Orçamentos do Estado e dos Municípios, necessariamente tem de se reformar o objectivo e o método que é exercido no planeamento e na gestão da coisa pública, quer ao nível central, quer ao nível local. Quando se anuncia e se decide antes e se estuda depois, normalmente, dá borrada. E foi isso que aconteceu e continua a acontecer no sector dos transportes e de urbanismo/ordenamento do território hoje, Portugal tem 9,5 milhões de hab. distribuídos numa área de 55 mil kms2 e o peso dessa despesa na Conta Pública é elevado, tanto ao nível dos orçamentos da Saúde, do Ensino e da Energia, para além do impacto negativo que tem ao nível doutros sectores públicos e privados da economia. Registamse pois, estas declarações sempre bemvindas quando se pretende fazer investimento público em renovação de equipamentos e infraestruturas ferroviárias para se reforçar respostas alternativas à dependência do automóvel e diminuição dos efeitos da sua utilização excessiva. A questão que se coloca agora é saber em que estudos de geografia das deslocações e do território se baseiam, por exemplo, estas notícias sobre a Linha de CascaisOra, tanto quanto se saiba, este ministro das infraestruturas podia referir os disparates do programa GTIEVA do anterior governo, uma vez que no quadro comunitário de apoio 20142020, estão previstos 21,5 milhões de euro e só 750 milhões eram atribuídos ao TC urbano, dos quais havia 160 milhões para a Linha de Cascais. Acontece que nada é revisto e só se anunciam investimentos sem critérios de sustentabilidade. A geografia de milhões de deslocações diárias realizadas em automóvel precisam de ser contrariadas pois, é por ali que se desperdiçam tempo, espaço, energia, ambiente, saúde e dinheiro público e privado na irracionalidade dum sistema baseado na maior dependência do automóvel. É claro que a ausência dum debate e controlo democrático agravam ainda mais a situação que se vive com esta agenda. O caso de Cascais é paradigmático: podia ser uma linha explorada com partilha da ferrovia entre comboio e tramtrain, como se faz em várias cidades na Alemanha, ver exemplo de Karlsruhe, podendo acrescentar linhas naqueles tecidos urbanos necessitados de requalificação e promoverse um serviço porta á porta, ou seja, numa estratégia de interoperabilidade ferroviária com objectivos de sustentabilidade. Não necessita de mudar a rede de tracção e investiase mais em tecnologia e menos em betão pois, a ligação à Linha de Cintura é feita directamente à superfície, sem precisar de túnel em pleno leito de cheia. Mas, esta solução muito mais integradora e de coesão social territorial, ambiental e energética não está nos horizontes de quem só vê a árvore e não vê a floresta. Esse é o mal destes anúncios e decisões de quem não é conhecedor da problemática da geografia do território, das deslocações e da sustentabilidade. Claro que isto é para além da agenda neoliberal, é uma agenda de transição ecológica das cidades e das regiões que não dá cobertura ao business as usual. Ficase a aguardar por melhores notícias, talvez, começar por uma boa reforma do sector, com outras entidades e metodologias de trabalho que evitem o desperdício.
17-03-2017 18:50:20 por Comboios Forever
Requalificar os comboios de Cascais Está tudo doido Neste linha ainda há comboios de 1926 metalizados em 1959a circular. Os motores estão para estourar, a parte elétrica está uma lástima, os leitos de algumas carruagens estão podres e este quer modernizar pela 3a ou 4a vez os comboios desta linha Espero que o presidente da CP e os seus engenheiros tenham bom senso e refutar essa opção, exigindo material novo
16-03-2017 22:47:38 por Carlos Delgado
Um conjunto de contra censos. Querem prestar serviços de manutenção ferroviária á CP e a outras empresas nacionais e estrangeiras mas ao mesmo tempo acabar com a empresa que pode fazer esses serviços. Enfim, é o que temos.
16-03-2017 20:41:31 por julio santos
E o ramal da Figueira da Foz/Pampilhosa O que fazem os autarcas locais Nada.
15-03-2017 20:13:19 por fernando silva
Gostaria de mais informações sobre o tipo de requalificação do material circulante da linha de Cascais, uma vez que o que é do domínio público é que devido à idade do material a sua manutenção é onerosa e é desejável a sua substituição. Relativamente à fusão EMEFCP em princípio parece desejável.
  
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