sábado, 29 de Abril de 2017

 
Reta
Carga & Mercadorias
08-03-2017
Pedro Marques em entrevista à TR
«Nova linha entre Aveiro e Mangualde não foi colocada de parte»
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, deu uma grande entrevista à Transportes em Revista, (edição 167) onde faz um balanço do que está a ser feito pelo Governo ao nível das infraestruturas ferroviárias, rodoviárias e logísticas. Para o ministro, esta estratégia «de melhorar as ligações ferroviárias de mercadorias e diferenciar e apoiar os investimentos nos territórios de baixa densidade, será extremamente importante para a sustentabilidade destas regiões». O plano “Ferrovia 2020” foi um principais temas a ser abordado, com Pedro Marques a salientar que o projeto de construção de uma nova linha ferroviária entre Aveiro e Mangualde – que não teve aprovação para financiamento por parte da Comissão Europeia – nunca foi abandonado. Segundo Pedro Marques, «ainda agora apresentámos pela segunda vez uma candidatura ao CEF para a linha Aveiro-Mangualde. Como sabem, essa linha era considerada uma segunda prioridade no PETI em relação à intervenção na Linha da Beira Alta, e deixámos claro que faremos a intervenção nesta linha mas não abandonaremos o investimento no Aveiro-Mangualde. Temos procurado sensibilizar para a importância desta linha junto dos serviços do Corredor Atlântico e da Comissão Europeia e achamos que o seu financiamento deveria ser aprovado. Mas é um investimento de cerca de 600 milhões de euros que necessita, obrigatoriamente, de apoio comunitário». O ministro revelou à Transportes em Revista que a informação dada pela Comissão Europeia para o “chumbo” deste projeto deveu-se ao facto de a «análise de custos e tráfego ter sido negativa. «Consideram que a existência, em concorrência, destas duas linhas (Aveiro-Mangualde e Linha da Beira Alta) não daria viabilidade a este novo investimento. Do nosso ponto de vista é possível e desejável que este investimento seja feito porque iria beneficiar significativamente o Porto de Aveiro e o transporte de mercadorias a partir de Leixões. Mas já insistimos e vamos continuar a insistir neste projeto», avançou o responsável pela pasta das Infraestruturas.
O ministro disse ainda que a reabilitação do troço Covilhã-Guarda, da Linha da Beira Baixa, é essencial para o desenvolvimento económico do interior norte, uma vez que «irá permitir libertar a capacidade de exportação de toda a Beira Baixa e depois porque viabiliza a intervenção que será feita na linha da Beira Alta. As intervenções que serão realizadas na modernização da Linha da Beira Alta serão muito impactantes e é necessário ter em funcionamento um corredor alternativo para exportação de mercadorias». Pedro Marques adiantou que as intervenções programadas no “Ferrovia 2020” irão «preparar estas linhas para poderem fazer comboios de 750 metros, aumentando a sua capacidade e reduzindo o custo dos fretes de mercadorias». Em relação ao Corredor Internacional Sul, que contempla a ligação Sines-Caia, o ministro disse que no próximo mês será lançado o concurso «para a modernização de um pequeno troço entre Elvas e o Caia. Depois esperamos lançar até final do ano o grande concurso para a construção de uma nova linha entre Évora e Elvas. Finalmente, numa fase posterior, porque precisamos ainda de definir traçados e obter um conjunto de análises técnicas, avançará o concurso para o troço entre Sines e Grândola. Estes são os três grandes investimentos a realizar naquele que é o corredor mais importante de exportação de mercadorias».

Não perca a entrevista do ministro Pedro Marques na edição 167 da Transportes em Revista.


por: Pedro Pereira
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