segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
07-03-2017
Porto
Rui Moreira quer acabar com portagens na CREP
Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, quer que a CREP - Circular Regional Exterior do Porto deixe de ser portajada, para aliviar a VCI, onde o trânsito de passagem continua a aumentar e a criar problema ambientais e de circulação, não apenas no Porto mas nos concelhos limítrofes, informa a autarquia no seu site. Na sua crónica do Correio da Manhã Rui Moreira revela alguns número, chamando a atenção para o facto de "alguns nós da Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, registam um tráfego superior a 250 mil veículos por dia, calculando-se que perto de 200 mil que ali circulam não se destinam à cidade do Porto. Estes dados fazem daquela via a que tem maior densidade de trânsito em todo o país".

Rui Moreira explica que o problema, identificado há pelo menos duas décadas, levou à construção da chamada Circular Regional Exterior do Porto (CREP), que supostamente deveria absorver muito do trânsito de passagem em direção ao Norte e a Este, sem que precisasse entrar na VCI. Mas, para o presidente da autarquia portuense, essa estratégia, "que custou mais de 300 milhões de euros ao erário público, falhou catastroficamente, quando ficou decidido portajar a CREP, condenando-a a ser um enorme deserto de asfalto. Livre de portagem, a VCI continuará a acumular o trânsito de passagem de ligeiros, que alimentam uma região suburbana em expansão e uma cidade do Porto cada vez mais vibrante e atraente, mas também os pesados que se dirigem a Norte e servem o Porto de mar e o aeroporto".

No seu texto o presidente da Câmara explica também o que a autarquia está a fazer para mitigar o problema. "O Porto e a Infraestruturas de Portugal estão a fazer um esforço de plantação de bosques junto dos nós da VCI para mitigar a enorme pegada ecológica. O estado e as autarquias, entre as quais a do Porto, preparam-se para investir no transporte público, através da construção de mais quilómetros de Metro e através da aquisição de uma nova frota da STCP mais ecológica. São medidas inteligentes e que permitirão melhorar o ambiente e a mobilidade. Mas serão pouco mais do que inglórias se a VCI continuar a servir como principal eixo rodoviário de passagem do Norte".

Segundo a autarquia, Rui Moreira diz ainda que estas medidas não são, contudo, suficientes desafiando o Estado a fazer mudanças: "Se a lógica de cobrança de portagem na CREP não se inverter, será difícil melhorar de forma decisiva o ambiente e a mobilidade no Porto e na Área Metropolitana. Essa decisão, que só pode ser tomada pelo Estado, pode implicar complexas negociações, mas caso não venha a ser tomada, as autarquias implicadas continuarão a sentir que pouco mais poderão fazer do que remar contra a maré".
por: Miguel Pedras
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