segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
10-02-2017

Coragem de fazer diferente para servir melhor
A decisão de avocar para si o planeamento, coordenação e fiscalização dos transportes públicos urbanos não foi fácil, mas a Câmara Municipal de Cascais ao criar a autoridade municipal de transportes quis sinalizar, de forma muito clara, a sua vontade de mudar o estado das coisas.

Este movimento agitou águas e, acima de tudo, inquietou algumas almas que vislumbravam nesta oportunidade o perpetuar das más práticas dos últimos 40 anos. Os mesmos de sempre, que controlaram sindicatos, condicionaram a renovação dos sistemas e só agravaram o enorme buraco do sector dos transportes em Portugal. A mim só me move a qualidade do serviço prestado ao cidadão e, concomitantemente, a construção de uma urbe com maior mobilidade e logo mais democrática.

Cascais demonstra assim que se preparou a tempo de agarrar a oportunidade e de proceder a uma verdadeira revolução nos transportes ao nível concelhio, tirando partido do enorme conhecimento adquirido e da capacidade dos seus quadros.

Mas palavras e apresentações leva-as o vento. Depois de 40 anos de total ausência de diálogo entre os operadores de transportes e a autarquia, e já depois de lançado o mais avançado sistema de bikesharing a nível mundial, Cascais não parou e no passado dia 19 de Janeiro avançou significativamente. A abertura do diálogo com a CP e com a Scotturb proporcionou uma redução drástica dos preços dos passes combinados que, em alguns casos, atinge 25%.

O desafio foi lançado pela Câmara Municipal de Cascais e consiste em integrar as duas operadoras de transporte público no MobiCascais, sistema multimodal de transportes totalmente inovador em Portugal que envolve bicicleta, automóvel, estacionamento, comboio e autocarro. Cascais tem agora em marcha o maior plano de mobilidade que o concelho já conheceu.

As modalidades são diversas, mas, a título de exemplo, veja o leitor o caso do passe “estacionamento + comboio de Cascais a Lisboa” que antes custava 60,40€ e agora apenas 48,40€ (uma poupança de 12€ mensais). Ou ainda o passe mensal da carreira urbana busCas que custava 26,70€ e agora apenas 20,00€, dando ainda direito a estacionamento e 30 minutos de utilização diária das bicicletas de Cascais. Fica pois claro que a aposta na Autoridade Municipal de Transportes foi ganha.

Importa pois não ficar por aqui, continuar a redução dos restantes passes e prosseguir com a integração gradual dos demais modos de mobilidade como sejam os taxis, a carris ou o metro, que desempenham um papel central nos movimentos de e para a capital. Esta revolução não dispensa, naturalmente, a procura de uma solução para a linha de Cascais, a qual irei abordar em próximos artigos.

por Miguel Pinto Luz
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