segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

 
CP_2017
Passageiros & Mobilidade
08-02-2017
 António Almeida Henriques
«Bênção protetora do Estado não se estende às cidades médias»
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, defendeu, esta manhã, durante o seminário “Mobilidade – Planear, Financiar, Contratualizar”, que está a decorrer em Viseu, que o Estado deveria ter um papel mais ativo na procura de soluções para o financiamento da mobilidade fora das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. Segundo o autarca, «a “bênção” protetora e financiadora do Estado Central para as Áreas Metropolitanas não se estende tão generosamente para as cidades médias, como Viseu, que têm de olhar para estas lógicas e avançar por si próprias. O “Portugal 2020” poderá ter aqui um papel relevante ao nível dos financiamentos públicos no âmbito da mobilidade, porque o que existe hoje ao nível dos financiamentos comunitários está bastante reduzido e circunscrito a algumas infraestruturas».
Almeida Henriques falou sobre o projeto de mobilidade integrado que está a ser levado a cabo na cidade, o MUV – Mobilidade Urbana de Viseu, salientando que «cabe ao município fazer o seu trabalho, à semelhança de outras cidades médias que se constituirão como autoridades de transportes. Estamos a planear, sendo exigentes connosco e com os operadores, seja de transportes, estacionamento ou de sistemas de informação; estamos também a procurar financiar da forma que tem de ser financiado, porque um sistema como o MUV – Mobilidade Urbana de Viseu, representa um investimento de cerca de 25 a 30 milhões de euros. E tal não seria possível realizar se não tivéssemos apostado num sistema de concessões que estamos a desenvolver através de concursos públicos internacionais».
O edil viseense referiu que a autarquia está a «desafiar o mercado para soluções mais integradas, ambientalmente sustentáveis, tecnologicamente evoluídas, amigas do cidadão, das famílias, e da bicicleta, com informação aberta e disponibilizada “on time”» e que ao mesmo tempo está a desafiar os cidadãos «para que alterem os seus comportamentos, porque um sistema como este – o MUV – só fará sentido e será sustentável se trouxer para dentro muitos milhares de utilizadores, numa cidade muito focalizada no uso do automóvel».
Durante a sua intervenção, Almeida Henriques também referiu que é essencial que o Governo melhore «a legislação da contratação pública, porque a atual cria demasiados constrangimentos, atrasando muitas vezes os objetivos a que nos propomos» e que existem compromissos de investimento em infraestruturas por parte do Estado que «estão em falta» podendo comprometer a eficácia e o esforço das autarquias no sentido de melhorar as suas acessibilidades e índices de mobilidade: «é urgentíssimo encontrar uma solução para o IP3, uma estrada muito mal estruturada e onde morrem pessoas todos os dias. Enquanto as cidades resolvem os seus problemas de mobilidade local e social, o Estado central também deveria resolver os problemas de mobilidade regional. Temos acessibilidade aérea, que foi criada e tem bastante sucesso, mas continuamos a ser uma cidade média sem ter acesso ao transporte ferroviário».
por: Pedro Pereira
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