quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

 
CP_2017
Passageiros & Mobilidade
20-01-2017
Afirma a AML
Preços nos transportes acima do limite legal
O Conselho Metropolitano de Lisboa vai pedir uma reunião urgente ao Governo, após detetar pelo menos 201 casos de aumento de tarifários nos transportes da Área Metropolitana acima do limite legal, avança a agência Lusa. De acordo com a AML, após a análise de 982 títulos de sete dos operadores de transporte privados, foram registados cerca de 201 casos de incumprimento do despacho normativo do Governo que fixa em 1,5% o aumento máximo médio permitido. "Se analisarmos os que apresentam aumentos superiores a 1,5% e, simultaneamente, acima dos 0,05 euros (o valor base usado para trocos pelos operadores), concluiu-se que 201 títulos, 20% do total, estão nesta situação", refere um documento aprovado, citado pela Lusa, no qual é salientado que estes aumentos não podem ter "como justificação o conceito de 'aumento mínimo' para facilitação de trocos". Em média, "o aumento percentual registado nos títulos cuja obrigação de verificação pertence à AML foi de 1,51%, constatando-se a existência de um [caso de] aumento máximo percentual de 10% e uma redução de 26,83%".

Estes incumprimentos foram registados nos operadores Henrique Leonardo Mota, Isidoro Duarte e JJ Santo António, a que acresce a Rodoviária de Lisboa, no que concerne aos títulos próprios, revela o documento. Já as empresas públicas dos transportes de Lisboa - a Carris, o Metropolitano, a Soflusa e a Transtejo -, que estão fora das competências de análise da AML, têm passes combinados com as empresas que estão na alçada da sua verificação, apresentaram um aumento médio de 1,69%, se considerados "todos os títulos de transporte (próprios e combinados), portanto acima do valor máximo estabelecido no despacho normativo".

Demétrio Alves, primeiro secretário da AML, informa que existe "uma certa confusão acerca do que é este aumento máximo médio". Segundo o responsável, "o que parece que é a interpretação que está a ser seguida é que é uma média aritmética das percentagens. Mas isto não tem ponderação nenhuma. Porque se aumentar 0% um título que não tem uso e se aumentar 3% um título que tem grande uso, a média dá 1,5%, mas em termos financeiros a diferença é muito grande", e acrescenta que a AML vai pedir à AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes que esclareça o critério.
por: Miguel Pedras
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Comentários
26-01-2017 11:09:47 por Carlos Sousa Ferreira
Se calhar, até estarem as situações resolvidas, deviam ser suspensos os aumentos dos títulos de transportes, até porque, caso se verifique que os aumentos são ilegais, de certeza que não vão reembolsar os utentes um a um.
  
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