segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

 
CP_2017
Carga & Mercadorias
28-12-2016
Aeroportos
APAT critica ANA por falta de visão para a carga aérea
A APAT - Associação dos Transitários de Portugal criticou duramente a ANA Aeroportos pela sua “falta de visão, abstendo-se de qualquer investimento no departamento de carga” e pelo facto de os atuais terminais de carga dos aeroportos de Lisboa e Porto não reunirem “as condições necessárias para exponenciar a competitividade das exportações portuguesas”.
Na sequência de notícias publicadas que referem a intenção do Governo em ter um novo aeroporto de Lisboa em 2019, a associação refere que “andamos há mais de 30 anos a ouvir sobre intenções de resolver as problemáticas das infraestruturas aeroportuárias nacionais. São inúmeras as oportunidades de negócio que se viram goradas pela falta de concretização das sucessivas e, claro está, bem-intencionadas, promessas políticas. Deparamo-nos, novamente, com a intenção de arrancar, em 2019, com um projeto que já devia ter sido iniciado há muito”.
A APAT salienta que “a ANA tem revelado uma criteriosa falta de visão, abstendo-se de qualquer investimento no departamento de carga, do que será exemplo a sua inércia perante a necessidade urgente da tomada de iniciativas que contornem a realidade dos procedimentos de segurança se terem tornado uma entropia no movimento de mercadorias por via aérea, nos aeroportos do Porto e de Lisboa”. Por exemplo, no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, a APAT revela que “desde meados de Novembro e à semelhança do que já se passou no aeroporto de Lisboa, o cenário é de carga amontoada (por falta de espaço) e espalhada pelos terminais, fora do perímetro de segurança, cujo acondicionamento e bom estado não têm sido devidamente garantidos pelas entidades aeroportuárias que, além do mais, se eximem (ou procuram eximir) de qualquer responsabilidade quanto a eventuais prejuízos provocados por esses mesmos procedimentos de rastreio”.
Os transitários salientam que “não havendo empresas com disponibilidade para investir, a solução terá de passar por ser a ANA a disponibilizar meios de rastreio nos terminais de carga. É, atualmente, incomportável, permanecermos impassíveis perante este contínuo desinteresse pela carga”, adiantando que, “é natural que a opção dos compradores se fixe nas entidades que consigam reunir as condições logísticas que permitam colocar o produto nos mercados a que respeitem, tornando-se imperativo assevera-las, sob pena de continuarmos a assistir o desvio do «main core» desses negócios para Espanha e para os países do norte da Europa."
 
por: Pedro Pereira
1744 pessoas leram este artigo
354 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
1 pessoa comentou este artigo
Comentários
27-01-2017 16:16:06 por luis pereira
É completamente inaceitável e a maior prova de total incompetência que a ANA/VINCI ainda não terem assegurado o espaço que a DHL aguarda há já 6 anos para a construção do seu HUB de carga aérea no aeroporto de Lisboa, já tem 1 HUB de carga aérea que construiu rapidamente mas na capital de Portugal a ANA /VINCI ainda não a deixam investir mais de 10 milhões euros que assim vão voar de Lisboa para Madrid onde já garantiu investimento de 50 milhões euros ou até pode investir em Marselha, que vergonha
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  



Spinerg


  




Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Canal Transportes Online

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA