quinta-feira, 29 de Junho de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
30-11-2016
Lisboa
Estado fica com “swaps” da Carris
A Carris disponibilizou, na passada semana, o seu relatório de contas correspondente ao ano de 2015, onde se revela que os contratos de “swaps” de taxas de juro realizados pela empresa, significavam, no final do ano passado potenciais perdas de cerca de 51 milhões de euros. De acordo com o jornal Expresso, em causa estão os "swap" de taxa de juro sobre quatro empréstimos, designadamente no valor de 215 milhões de euros, de 90 milhões e dois empréstimos de 100 milhões de euros cada. Esta potenciais perdas, ficaram, tal como as dívidas da Carris, a cargo do Estado. Recorde-se que aquando da assinatura da transição da Carris, do Governo, para a Câmara de Lisboa, ficou declarado que as dívidas da empresa não seriam passadas para a autarquia, ficando o Estado responsável por estas. O primeiro-ministro, António Costa, disse, aliás, na cerimónia de entrega da Carris à Câmara que, “o Estado não faz aqui nenhum favor, porque o Estado mantém-se responsável por aquilo que já é responsável, que é a dívida que criou. E justamente, aliás, fica responsável, porque em grande medida, como todos sabemos, a dívida das empresas de transporte resultam fundamentalmente do incumprimento, durante 40 anos e em sucessivos Governos, das responsabilidades do Estado, das obrigações do Estado para o financiamento do sistema de transportes, designadamente das indminizações compensatórias. Portanto, o Estado não faz nenhum favor.”

No seu relatório de contas, os números apresentados pela empresa pública de transporte de passageiros é revelado um resultado um EBITDA positivo de 3,8 milhões de euros. Tendo obtido, no entanto um valor líquido negativo de 21,215 milhões de euros. Este valor mostra-se, contudo, menor comparado com os 59,63 milhões de euros negativos de 2014.

Em 2015 a Carris obteve ainda um aumento de 3,1% dos passageiros face a 2014, ultrapassando os 139 milhões, mais quatro milhões do que no ano anterior. Este aumento possibilitou um acréscimo da receita em 2,7%, refere o Jornal de Negócios. Com o aumento de passageiros, aumentou também a taxa de fraude na Carris passado em 4,6%, ou seja, mais 0,2 pontos percentuais do que em 2014.
O mesmo aconteceu no Metropolitano de Lisboa, que registou uma subida de 7,44% na taxa de fraude, mais 2,48% do que em 2014. As duas empresas apontam responsabilidades à Autoridade Tributária, lamentando que esta não tenha ainda implementado o sistema de cobrança de coimas.
por: Miguel Pedras
Tags: Carris   Dívidas   Estado   Governo   SWAP  
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