segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

 
Carga & Mercadorias
17-11-2016
“Portela + 1”
Aeroporto do Montijo abrirá entre 2019 e 2021
Caso o Governo aprove o plano apresentado pela ANA para a solução “Portela + 1”, a base aérea do Montijo só deverá estar pronta a receber aviões civis num prazo entre três a cinco anos, revelou o presidente da ANA Aeroportos, Jorge Ponce de Leão, durante uma sessão organizada pela Transportes em Revista e pela SRS Advogados. Segundo Ponce de Leão, «este prazo está relacionado com o tempo que o Eurocontrol (entidade que gere o espaço aéreo europeu) demorará a aprovar a decisão. Poderíamos ter o aeroporto pronto em menos tempo mas existe a questão dos acessos. A Lusoponte não demoraria muito tempo a realizar os acessos mas também precisamos que a Transtejo se equipe adequadamente para assegurar o transporte fluvial de passageiros entre o Montijo e Lisboa». De acordo com o presidente da ANA «não será necessário a construção de uma terceira travessia do Tejo», uma vez que o transporte fluvial seria suficiente para assegurar o transporte de passageiros. No entanto, Ponce de Leão, salientou que o Governo terá de tomar uma decisão rápida: «Estamos muito preocupados com o tempo que está a levar a tomar uma decisão sobre esta questão». O responsável salientou que o contrato de concessão existente entre a ANA e o Estado prevê que o reforço da capacidade do aeroporto Humberto Delgado deve voltar a ser discutido caso sejam atingidos quatro objetivos: atingir 22 milhões de passageiros/ano; 185 mil movimentos/ano; 80 mil passageiros no trigésimo dia, e 585 movimentos/dia. Dois destes objetivos já foram atingidos este ano e «os outros serão atingidos para o ano. Significa que o concedente e o concessionário têm de começar a discutir este problema», afirmou Ponce de Leão, que ainda acrescentou: «o crescimento do próximo ano pode ser acomodado mas o crescimento de daqui a dois anos não pode ser acomodado. É impossível (..) Estamos a deixar de ser competitivos enquanto “hub” e brevemente também deixaremos de o ser no mercado das “low cost”». Neste sentido, o presidente da ANA voltou a afirmar que a base aérea do Montijo, como opção complementar para as companhias “low cost”, seria a solução mais adequada para a região de Lisboa e para o País.
Ponce de Leão falou ainda do projeto de expansão do aeroporto Humberto Delgado, que contempla o encerramento da pista 17/35 e construção de um pequeno terminal que será ligado em túnel ao Terminal 1. Existe, também, um projeto para a extensão do Terminal 1 para sul (até aos limites da 2ª Circular), assim como o encerramento do Terminal 2. Mais tarde, caso seja necessário, poderá ser criado um novo terminal do lado poente do aeroporto, junto à Avenida Santos e Castro.
 
por: Pedro Pereira
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