quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
07-10-2016

“Mobi Cascais”:
Cascais apresentou nova rede de Mobilidade Integrada

A nova rede de mobilidade de Cascais inclui transportes urbanos, sistemas de bicicletas partilhadas, ciclovias, estacionamento, integração tarifária e tecnológica e privilegia a intermodalidade. Com esta nova rede, o presidente da autarquia, Carlos Carreiras, pretende “resolver os problemas de mobilidade no concelho, com ganhos sociais, ambientais e económicos”.



Um dos motivos para a Câmara Municipal de Cascais não ter delegado as suas competências na área dos transportes e mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa foi agora revelado. No passado dia 7 de julho, o município apresentou publicamente, no Centro de Congressos do Estoril, o “Mobi Cascais”, a nova estratégia de mobilidade integrada de Cascais, que tem como lema “Uma cidade onde os cidadãos não se podem movimentar não é uma cidade democrática”.

A apresentação do plano de mobilidade esteve a cargo do vice-presidente da autarquia, Miguel Pinto Luz, que foi secretário de Estado dos Transportes do XX Governo Constitucional, que durou apenas um mês. O responsável adiantou que este novo sistema de gestão de mobilidade vem “promover a utilização de bicicletas e prevê facilidades de estacionamento e novos autocarros”, referindo que é um projeto “pioneiro e inovador” em Portugal. É que, pela primeira vez, pretende-se integrar sob um único “chapéu” todas as variantes multimodais da mobilidade, integrando-as com as chamadas tecnologias de informação.

A entrada em funcionamento do “Mobi Cascais” – projeto que foi feito em parceria com o Centro de Engenharia e Investigação da Indústria Automóvel (CEIIA) - está prevista para setembro deste ano, sendo que, até 2017, Cascais vai ter 1.280 lugares de estacionamento automóvel gratuito junto às estações de comboios, 70 quilómetros de ciclovias (atualmente há 20 quilómetros), um sistema de bike-sharing a que foi dado o nome de “Bicas” e que terá 1200 bicicletas, e ainda um novo sistema de autocarros urbanos. Ficou por explicar o que irá acontecer com a Scotturb, empresa que atualmente detém a concessão das linhas de transportes urbanos em Cascais. No entanto, Miguel Pinto Luz, assumiu que Cascais passará a contar com novas linhas rodoviárias, inicialmente em Cascais/Estoril, depois em S. Domingos de Rana, Carcavelos/Parede e Alcabideche. E deu uma outra novidade: a criação da linha “Surf Bus”, destinado exclusivamente a surfistas.

Outra das grandes novidades é a criação do “Passe Bicas”, que integrará bicicletas, autocarros e estacionamento. Com um custo mensal de 10 euros, a utilização das Bicas passa a poder ser feita a qualquer hora, por tempo indeterminado. Por 12 euros alarga-se a utilização aos novos autocarros. Em termos de comodidade o cidadão pode optar por um passe mensal de 20 euros que lhe dá acessos às bicas, autocarro e também a estacionar os automóveis privados por tempo ilimitado, em qualquer zona do concelho com exceção das zonas de maior rotatividade, ou seja, no centro da vila. Em relação ao sistema de “bikesharing”, Miguel Pinto Luz salientou que o investimento ficou a custo zero, devido às parcerias realizadas com empresas privadas. Já a aquisição dos novos autocarros, (cujo custo se situa entre os 70 e 100 mil euros) foi suportada “pelas receitas provenientes do estacionamento”, tendo a autarquia apenas investido no seu desenvolvimento. Para Miguel Pinto Luz, o novo sistema está destinado a “criar mais mobilidade sustentável, com ganhos de eficiência para os utilizadores e para o ambiente”, prometendo ainda “revolucionar a maneira como se movem os cerca de 210 mil cascalenses e os 1,2 milhões de turistas visitantes anuais, com impacto na área metropolitana de Lisboa”.

O vice-presidente da Câmara de Cascais disse ainda que já existem conversações com os municípios vizinhos de Oeiras e Lisboa para que a rede “Mobi Cascais” esteja interligada com os transportes que operam nesses concelhos. Nesse sentido, o secretário de Estado do Ambiente, José Mendes, que também esteve presente na apresentação do novo sistema de mobilidade, referiu que “a renovação da linha ferroviária de Cascais” é um passo importante para uma maior eficiência do próprio projeto, que considerou “provavelmente, um dos melhores sistemas de mobilidade apresentados em Portugal”. Também o presidente da autarquia, Carlos Carreiras, afirmou que o “Mobi Cascais” “vai aumentar a procura do comboio e o Governo terá de tomar uma decisão e repensar o financiamento da linha de Cascais. O edil cascalense referiu que, atualmente, cerca de oito por cento da mobilidade no concelho é feita nesta linha mas que “pode vir a chegar a 25 por cento nos próximos cinco anos”.

Para tornar o projeto mais simples e eficaz, ao novo sistema está associada a tecnologia inteligente, a qual, através de uma plataforma ‘online’ permite informar sobre a disponibilidade de bicicletas e lugares, informação do estado do aluguer, alarme anti-vandalismo e vídeo vigilância.Segundo Vladimiro Feliz, presidente do CEIIA “se eu quiser ir do Estoril para a Câmara posso consultar a minha ‘app’, perceber que estações de Bicas existem na zona envolvente, reservar e levantá-la. Depois posso ir provavelmente a uma estação da CP ou ir até ao centro de Cascais escolhendo o modo de mobilidade complementar que me vai levar ao meu destino. Criámos aqui o conceito de mobilidade também como uma ‘utilitie’. Podemos monitorizar e sentir o pulsar da cidade em termos de mobilidade contudo está prevista a criação de uma plataforma de base de dados, que contenha informação sobre os horários dos transportes do concelho”.
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