segunda-feira, 24 de Abril de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
21-09-2016
Autocarros elétricos e CNG
Renovação de frotas vai ter apoio de 60 milhões de euros
O Governo vai financiar a aquisição de 500 autocarros ambientalmente sustentáveis para renovação de frotas de transporte coletivo, num esforço de aproximadamente 60 milhões de euros, anunciou o secretario de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, durante a Conferencia Mobilidade em Lisboa, que decorreu na Reitoria da Universidade de Lisboa. A medida insere-se na politica de descarbonização do sistema de mobilidade nos transportes, que passa pelo corte nas emissões com gases com efeito de estufa para limitar o aquecimento global. “No caso português, temos o compromisso de cortar as emissões de CO2 em 14 por cento até 2020, tendo por referência o ano de 2005”, afirmou o governante. “Os dados que temos é vamos estando alinhados com esse objetivo” que se consegue alcançar continuando a atrair pessoas para o transporte público “por mais inglório que esse esforço possa parecer”. Para o efeito, o Estado manterá o apoio tarifário aos passes, que este ano representou um esforço financeiro de 50 milhões de euros. Outro aspeto relevante é a renovação de frota de transporte público, cuja idade média se situa nos 14,4 anos. “Isso significa que cumprem normas de emissões desadequadas aos padrões em vigor”, salienta José Mendes, adiantando que a grande maioria, isto é, cerca de 75 por cento satisfaz a norma Euro 3 ou anterior e apenas 25 por cento satisfaz a norma Euro 4 ou posterior. “Entretanto já vamos na norma Euro 6”, relembrou o governante.
 

Com o objetivo de baixar a idade média, o Estado vai recorrer a fundos comunitários através do Portugal 2020 e do Programa Operacional POSeur para apoiar a renovação de frotas de empresas públicas e privadas, permitindo a aquisição de veículos ambientalmente mais sustentáveis que cumpram a norma Euro 6 ou posterior. “Falamos de veículos de transporte coletivo elétricos ou a gás natural”, esclareceu José Mendes, acrescentando que a medida deverá abranger 500 autocarros e custar ao Estado cerca de 60 milhões de euros.
Ainda no capítulo da descarbonização da sociedade, o governante abordou a questão dos modos suaves – que inclui a mobilidade em bicicleta e pedonal – defendendo a intervenção no espaço público, sendo esse também um esforço para o “qual todos devemos contribuir”. Neste domínio, o vereador da Estrutura Verde da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, apontou o exemplo da capital, referindo que a rede de mobilidade ciclável de Lisboa vai ganhar 150 quilómetros, a juntar aos 60 quilómetros já existentes.
Nalguns casos, o crescimento da rede far-se-á através da criação de ciclovias, segregadas da via rodoviária e destinadas em exclusivo à circulação de bicicletas. Noutras situações não haverá essa segregação, prevendo-se que ciclistas e automobilistas coexistam no mesmo espaço, espaço esse que será identificado com sinalização própria.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, aproveitou a sua intervenção neste evento para anunciar uma forte ampliação da rede de parque de estacionamento em duas vertentes: parques dissuasores e parques para residentes. No total, serão “mais de quatro mil lugares”, que serão criados ao longo do ano de 2017.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa defendeu ainda como “prioritária a ligação direta da A5 ao Eixo Norte-Sul”, assim como a conclusão das acessibilidades ao aeroporto, evitando que quem se dirija a esta infraestrutura passe no centro da cidade.
“Temos neste momento concluído com o Governo um entendimento relativamente à alteração do nó da Buraca e do nó do Aeroporto, ao nó da A1, que tem como objetivo dar um papel mais central à CRIL [Circular Regional Interior de Lisboa], enquanto a grande via de distribuição exterior do tráfego próximo da cidade de Lisboa”, anunciou.
O autarca aproveitou ainda para referir a ligação de comboios a Cascais, cujo objetivo é que, no futuro, “complete um anel ferroviário” com passagem nas estações de Alcântara, Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro, permitindo também “duas ligações ao metro.
A Conferência Mobilidade em Lisboa contou também com a intervenção do administrador da EMEL, João Dias, que anunciou que o “sistema de bicicletas públicas partilhadas” da capital deverá entrar em funcionamento “antes do verão de 2017”. O concurso público promovido pela empresa para a “aquisição, implementação e operação” do sistema durante oito anos ainda não foi formalmente concluído, mas já se sabe que a vencedora do procedimento foi a Órbita. A empresa portuguesa apresentou uma proposta no valor de cerca de 23 milhões de euros, valor que fica mais de cinco milhões de euros abaixo daquele que era o valor base do concurso.
por: Carlos Moura
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Comentários
21-09-2016 12:52:35 por Armando Jorge
Até que enfim que o governo se virou para o ambiente, aqui por imposição europeia, e também para a sustentabilidade económica do sistemas de transportes públicos e privados.Os meus parabéns.
  
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