segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

 
Carga & Mercadorias
23-05-2016
Redução da atividade
Operadores avançam com despedimentos no porto de Lisboa
A redução na atividade vai levar os operadores do porto de Lisboa a avançarem com um despedimento coletivo com efeitos imediatos. A medida foi anunciada pelo presidente da Associação de Operadores do Porto de Lisboa, Morais Rocha, na sequência da recusa de uma nova proposta para um novo contrato coletivo de trabalho pelo Sindicato dos Estivadores. Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação que representa os operadores portuários foi contundente: “Chegamos ao limite. Há mais de um mês que o porto de Lisboa está completamente parado. Vamos avançar para um despedimento coletivo, porque temos que redimensionar por não termos trabalho.” O responsável acrescenta que "é fácil avançar com os trâmites para um despedimento coletivo, que é fácil de fundamentar porque o “porto de Lisboa está completamente parado.”
A greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal decretada pelo Sindicato dos Estivadores, que se arrasta desde o dia 20 de abril, levou o porto de Lisboa a perder mais de 50 por cento das cargas, causando danos considerados irreversíveis pela Associação de Operadores do Porto de Lisboa. O novo pré-aviso de greve até dia 16 de junho e a recusa do sindicato de uma nova proposta para um novo contrato coletivo de trabalho levou os operadores dispensarem alguns dos 320 estivadores que trabalham nos terminais portuários da capital. Segundo os operadores portuários, os pontos em discórdia continuam a ser aqueles que “estão previstos na lei e vigoram nos outros 14 portos.”
O Sindicato dos Estivadores, recorde-se, já efetuou 100 pré-avisos de greve desde 2012, os quais, segundo fontes ligadas ao setor têm efeitos mais perniciosos do que as próprias greves. Mal são anunciadas, os clientes deslocalizam as suas cargas para o porto de Vigo e a maioria não regressa aos portos nacionais. Nos últimos quatro anos houve três grandes períodos de greves dos trabalhadores portuários: de maio a dezembro de 2012, de novembro a dezembro de 2015 e de abril a junho de 2016. Para se tentar chegar a um acordo realizaram-se 56 dias de trabalho em reuniões e discussões. Este ano já houve 14 dias de trablho para novos esforços no sentido de alcançar a paz social. A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, tentou fazer a mediação e tudo terá feito para conseguir ajudar operadores portuários e sindicato a chegarem a um acordo, mas sem sucesso. Na última sexta-feira, o Sindicato dos Estivadores manteve-se inflexível em duas exigências que não existem em nenhum outro porto: progressões automáticas de carreiras e controle da gestão portuária, nomeadamente em funções que não são trabalho portuário, nem a lei configura como tal, caso, por exemplo,da segurança.

por: Carlos Moura
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