A nova versão GNL tem capacidade para até
53 passageiros, incluindo pessoas com mobilidade reduzida e preparação para transporte escolar, cintos de segurança de três pontos, ligação individual USB e casa de banho. Além disso, apresenta uma bagageira de 4,5 m3 e
elevador elétrico de cadeira de rodas colocado atrás do eixo traseiro. A área do motorista está configurada com um painel de instrumentos fixo com volante ajustável,
display COLOUR PLUS com ecrã de 6,5’’, computador de bordo, para-sol dianteiro elétrico e assento aquecido. De série, o Interlink GNL oferece ainda câmara de visão traseira e câmara de vigilância na porta central.
Ao nível da segurança, o modelo dispõe de sistema de aviso de abandono de faixa de rodagem (LDW); sistema de travagem de emergência (AEB); controlo de cruzeiro adaptativo (ACC); EBS, ABS e controlo de tração (TC); e sistema eletrónico de controlo de estabilidade (ESP). A velocidade máxima limitada é de 100 km/h, segundo as normas europeias.
As vantagens do GNL
Na apresentação do Interlink MD GNL, em Madrid, a Scania detalhou simultaneamente as vantagens do GNL face ao
diesel:
maior rentabilidade,
menor consumo,
preço de abastecimento inferior,
redução de emissões CO2 e ruído, reduzida pegada de carbono, acesso a planos de ajuda na aquisição de veículos com estas motorizações, entre outras.
A utilização de veículos a GNL é, segundo a Scania, sinónimo de poupança a longo prazo. Num
período de dez anos, e percorrendo
100 mil quilómetros anualmente, o ganho na aposta num autocarro a gás natural liquefeito é de cerca de
19%. Apesar da aquisição de um veículo a GNL ser, em média, 20% superior, e os custos de manutenção serem 7% superiores, o custo com o
consumo é 40% inferior ao de um autocarro a diesel.
Previsão de mercado
A Scania tem planeado o fabrico de
dez unidades da nova versão do Interlink MD GNL
em 2019. Neste que será o primeiro ano de produção, a construtora sueca vai apostar no fabrico limitado desta versão, face às alterações necessárias na linha de montagem, bem como à necessidade de especulação do mercado para a aquisição do modelo a GNL.
Daniel Gonzalez, diretor de Marketing e Comunicação da Scania Ibérica, esclareceu à Transportes em Revista que
«todas as unidades que serão produzidas em 2019 já estão vendidas».

GNL: ecológico e rentável
A
GASNAM, associação ibérica que fomenta o uso do gás natural e renovável na mobilidade terrestre e marítima a nível ibérico, esteve presente na conferência de imprensa do Scania Interlink MD 4x2 GNL.
Eugenia Sillero, secretária-geral da GASNAM, deu a conhecer a área de atuação da empresa, priorizando que
“o gás natural é um combustível ecológico, económico e tecnologicamente avançado para qualquer tipo de transporte, sem perdas de competitividade”. Segundo a responsável, a GASNAM tem como principais objetivos a
melhoria da qualidade do ar e a economia circular, através da
descarbonização e do
gás renovável.
O número de veículos a gás natural matriculados regista um aumento sem paralelo desde 2012, com destaque para os camiões e autocarros. Ao nível da infraestrutura, também os postos de abastecimento de GNC e GNL têm aumentado em toda a Europa, face à Diretiva 2014/94/UE para os combustíveis alternativos, cabendo aos Estados-membros garantir,
em 2020,
estações GNC em núcleos urbanos,
a cada 150 quilómetros, e de
GNL a cada 400 quilómetros.
Atualmente, a nível europeu, já existe uma rede consolidada de postos de abastecimento de GNL permitindo a veículos como o Interlink MD GNL percorrer até
mil quilómetros sem necessidade de reabastecimento.
Entre as conclusões e recomendações, a GASNAM refere que o gás natural,
“é a única alternativa real e competitiva para o transporte pesado, quer terrestre, quer marítimo”.